“(…)concluo com algumas questões que me têm atormentado, e creio que a todos os sportinguistas, qual a razão de tamanha turbulência gerada de dentro para fora? Qual a intenção do presidente em se constituir como o principal foco de tormenta, quando tudo apontava para a bonança? Qual a necessidade de exigir goleadas nas assembleias gerais, ofuscando as conseguidas nas mais diversas “quatro linhas”?”
Passados dois meses sobre estas linhas, infelizmente, a situação agravou-se de forma atroz, tornando-se verdadeiramente insustentável e foco de “embaraço” para todos os sportinguistas. Analisando a constante ânsia de protagonismo de Bruno de Carvalho, não posso deixar de me lembrar da célebre história da Branca de Neve, nomeadamente da sua madrasta. Imagino o nosso presidente, ao barbear-se pela manhã, a questionar: “espelho meu, espelho meu, há alguém que os sportinguistas amem mais do que eu?”. Se a resposta não for afirmativa, ainda com a navalha na mão e a cara ensaboada, logo alinhava um comunicado ou uma inflamada declaração em que escolhe a vítima que levará, no seu entender, os sportinguistas a renderem-lhe as devidas homenagens.
Ao longo do dia vai consultando o seu “Sportingómetro”, onde se mantém atualizado sobre os níveis de admiração e gratidão dos sportinguistas, reagindo de imediato à mínima oscilação.
Num futebol onde os presidentes, os árbitros, os comentadores e os chefes de claque são tão ou mais (re)conhecidos que os jogadores e os treinadores, deixo aqui a minha homenagem a Rui Patrício, capitão do Sporting, jogador com mais jogos oficiais pelo nosso clube (461), à frente de nomes como Hilário, Damas, Manuel Fernandes ou Azevedo, todos acima dos 400 jogos. No Sporting há quase vinte anos, doze dos quais na equipa principal, dispensará certamente a consulta permanente do “Sportingómetro”.

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