“E o filme vai-se desenrolando sem se vislumbrar sequer o seu fim e aos portugueses nem sequer lhes é conferido o direito à informação, à imagem, à divulgação de escutas…
Não há culpados, os criminosos são todos uns anjinhos. Mas que raio de país este!…”

O direito à informação não se restringe ao fornecimento de informações demandadas pelos cidadãos, espraia-se à obrigatoriedade de o estado publicar e divulgar, de forma voluntária e proativa, todas as informações consideradas de interesse público. Mas… a Lei de Imprensa submete-se, como não poderia deixar de ser, a direitos e a obrigações.
«O direito à informação é, por um lado, um direito individual, visto que afigura-se como sendo uma garantia institucional contra os poderes públicos ou contra os particulares e, por outro, apresenta-se como um direito associado ao princípio democrático e, nessa medida, uma componente fundamental da ordem democrática por via da qual os cidadãos tem a possibilidade de participar de forma informada.

Dissecado o conceito de direito à informação, resta, por fim, saber qual é a fronteira entre o mesmo e as suas figuras afins, nomeadamente a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Queremos com isto dizer que as dúvidas quanto ao direito à informação sobre o caso da “Operação Marquês”, sendo próprias de um direito democrático também configura deveres que poderão até nem terem sido observados.

No entanto, é preciso, urgente e imperioso que o Povo que vota saiba tudo, mas mesmo tudo o que deverá saber, que possa usufruir da informação sem tibiezas nem preconceitos, o que não nos parece ter acontecido ou estar a acontecer com as informações e imagens sobre o caso “Operação Marquês”. Dá-nos a sensação que a própria Lei estará a querer manipular informação a que todos temos direito. E o filme já vai longo e continua…
Para além de uns quantos políticos, banqueiros e outros que tais, “colarinhos brancos” altamente corruptos e verdadeiramente criminosos, vão-se seguindo nomes de indiciados, de ladrões que tem posto este País na miséria e levado os portugueses a pagar as favas que nem sequer alguma vez cheirou. Mas não se pode tocar na imagem dessa gentalha corrupta e vigarista. Coitadinhos!

Leia o artigo completo na edição em papel.

DEIXE UMA RESPOSTA

Introduza o seu comentário
Introduza o seu nome