Gente bruta

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As lideranças seguem tendências que por vezes são difíceis de entender. Ou não.
Nesta altura parece que um “bom” líder tem de ser um líder que “diz tudo o que toda a gente quer dizer e não diz”. Ou seja, quanto mais bruto, quanto mais bronco, melhor. E fica tudo muito admirado, parece que sempre tivemos gente muito calminha e pacífica. A diferença não é ser bruto, isso sempre tivemos. A diferença é que algumas dessas pessoas brutas fizeram obra a recordar. O que irá ser avaliado será o que se deixa, não a quantidade de bofetadas que se deu. E andamos a falar demasiado em bofetadas e de menos em ações, parece que isso não interessa.

Para não ir mais atrás na História Universal, basta um pequeno resumo das nossas lideranças, as nossas mesmas, as portuguesas, para seguirmos uma certa tendência. E, por esse lado, realmente, temos uma certa queda para seguir a rapaziada mais bruta, mais feita de carradas de mau feitio. E, começando logo no nosso primeiro rei, aquele dos nossos reis, que porventura todas as pessoas mais gostam – D. Afonso Henriques, Rei aos catorze anos, cheio de mau feitio. Bateu na mãe, bateu nos espanhóis, ainda mesmo antes deles saberem que iam ser espanhóis (era o reino de Leão, ainda), bateu nos mouros mais a sul (foram precisos cinco reis para conquistarem tanto território como ele sozinho), ia batendo no Papa, e não foi com medo do inferno que não lhe bateu, porque se fosse para o inferno até no diabo ele batia, e só não bateu a mais pessoal porque não havia mais a quem bater. Meio coxo, logo desde garoto este Afonso Henriques levou toda a gente que ainda nem sabia o que era Portugal a acreditar que nós somos um país independente, e que quem disser o contrário… leva umas valentes galhetas.

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