Escola Internacional de Pilotagem

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Escola Internacional de pilotagem - G Air, em Ponte de Sor
Escola Internacional de pilotagem - G Air, em Ponte de Sor

Em Ponte de Sor há alunos de todo o mundo, homens e mulheres, na escola internacional de pilotagem de aviões, designada por G Air, que está em forte expansão internacional e transformou por completo a vida social, cultural e económica desta pequena cidade alentejana de cerca de 8.000 habitantes num território multicultural, bem conhecido de todo o sector aeronáutico. O aeródromo de Ponte de Sor dá emprego a mais de 300 pessoas e com tantos alunos a frequentar a escola o mercado de trabalho ficou mais dinâmico, refletindo-se no imobiliário e mercado de arrendamento, na construção civil, no comércio em geral, cafés, restaurantes e bares, o que torna a cidade mais viva.

Há menos de um ano, a empresa americana L3 Commercial Training Solutions (L3CTS), comprou a escola de pilotos G AIR instalada no aeródromo municipal de Ponte de Sor, e está a investir mais de oito milhões de euros para fazer uma grande Academia de formação de pilotos comerciais naquele local e passar de 250 para 400 colaboradores, pois está previsto aumentar o número de formandos de 150 para 500 alunos por ano. Vai adquirir mais aeronaves e consequentemente mais instrutores de voo e de teoria, bem como mais pessoas para os vários sectores da empresa. Para isso teve de ampliar o campus universitário aeronáutico com mais de 200 camas.

Lisboa Air Race - 2016 - TAP
Lisboa Air Race – 2016 – TAP A340. Foto: André Garcez – www.airrace.pro

Segundo a construtora de aviões Boeing, até 2035, serão precisos 617 mil novos pilotos para a aviação comercial, razão porque a G Air, além das duas escolas em Tires e em Ponte de Sor, já se expandiu internacionalmente com uma escola na Itália e outra no Dubai, estando previsto para Setembro a abertura de uma nova escola bem perto de Londres e outra em Amesterdão no início do próximo ano.

As constantes contratações de pilotos pelas companhias aéreas chinesas, oferecendo salários base mais elevados do que as companhias ocidentais, criaram uma necessidade urgente de formação de novos pilotos para as empresas europeias. As companhias asiáticas estão a oferecer cerca de 200 mil euros anuais mais um conjunto de bónus e benefícios para conseguirem “roubar” este tipo de colaboradores às empresas ocidentais.

Um curso de piloto, com a duração entre 14 e 18 meses, variando com o tipo de formação, é exigente ao nível de condições físicas e intelectuais, e dispendioso – cerca de 60 mil euros em Portugal e no Dubai o curso custa entre 120 e 170 mil euros – mas a escola oferece formação para piloto comercial, piloto privado, piloto de helicópteros e técnicos de manutenção aeronáutica. Há uma portuguesa no Dubai como instrutora de aviação civil, país onde existem três escolas de formação. Nascida na África do Sul, filha de pais madeirenses, ali se licenciou em Matemáticas, mas veio para Lisboa fazer a Licenciatura em Ciências Aeronáuticas, na Universidade Lusófona, tornando-se depois instrutora na G Air e viria a transferir-se mais tarde para o Dubai onde os ordenados são mais elevados.

Além das escolas da G Air em Tires e Ponte de Sor, há mais duas escolas em Cascais (AWA e Omni Aviation) e outra escola na Maia (Nortávia) com diversos cursos, mas é a G Air que tem maior reputação internacional de formação de pilotos, pois a procura de pilotos e comandantes vem de todos os continentes. Desde Janeiro de 2016, mais de 200 alunos iniciaram as suas carreiras na EasyJet, Ryanair, Air Arábia, TAP entre outras, sendo a escola que mais pilotos coloca no mercado de trabalho deste sector de aviação. A importância internacional que a G Air está a ter na formação de jovens pilotos fez atrair a Portugal Air Summit para Ponte de Sor.

Leia o artigo completo na edição em papel.

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