Celebra-se sempre no primeiro domingo de Setembro. Torna-a profundamente singular, com saudade e nostalgia, a fé e a religião, de mãos dadas, a transbordarem do coração das gentes de Ílhavo… Esta é, talvez, a de maior tradição, e a que se mantém mais viva entre as festas de Ílhavo…

«A imagem do Senhor Jesus, um Cristo crucificado, que, juntamente com a Virgem e São João Evangelista (imagens de vulto do século XVII de iconografia barroca pintadas sobre folha de ouro), desce do altar para incorporar o andor, com a miniatura do lugre bacalhoeiro “O Navegante” do seu lado direito, dando mote ao que é a sua denominação popular: Senhor Jesus dos Navegantes…  Ílhavo, terra de porto de mar, onde existem registos de pesca longínqua desde finais do séc. XVI, reza em devoção, lembrando os seus marinheiros e embarcações naufragadas, vidas de esforço feitas de água salgada e peixe»… (In Senhor Jesus dos Navegantes – Mar e Devoção, de Hugo Cálão e Isabel Cachim Madaíl).

A festa religiosa e pagã decorreu entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Notas de curiosidade:

  • A Igreja Matriz, como sempre e graças às mordomas que se enchem de brios, estava deslumbrante. A procissão na sua via-sacra foi até ao Esteiro da Malhada onde recebeu a Bênção das actividades marítimas tendo ali também lugar um Sermão dado pelo Sr. Padre Rocha, escutado com toda a atenção.

 

  • A Banda Filarmónica Gafanhense (Música Velha de Ílhavo) e a Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo (Música Nova) marcaram presença de destaque na procissão e, no final desta, deram um grande e maravilhoso concerto conjunto com os dois maestros a trocarem um abraço muito significativo. Belo exemplo sublinhado por muitos aplausos.

 

  • As fotos, que dizem mais que mil palavras ilustram bem o que referimos. Fiquem, pois, com a arte de fotografar de António Frederico Resende que nos dispensa de mais palavras…

DEIXE UMA RESPOSTA

Introduza o seu comentário
Introduza o seu nome