N.ª Sr.ª dos Navegantes, farol e porto seguro dos fiéis

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    Navegar conta correntes e marés já é algo habitual para os homens do mar que habitam a região de Aveiro. Também nos festejos em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, que decorreram no fim de semana 15 e 16, elas se fizeram sentir na Gafanha da Nazaré.

    Apesar da procissão ter saído da Igreja da Cale da Vila pelas 14 horas, como estava previsto, a partida do cais número 3 prolongou-se devido ao desnível da água, fazendo adivinhar uma navegação mais lenta, uma vez que o cortejo se fez sempre contra corrente e com a maré a encher.

    As cerca de 80 embarcações que acompanharam a traineira do metre Arlindo Palão, onde seguiu a imagem da N.ª Sr.ª dos Navegantes foram suficientes para que “Jesus das Oliveiras” não se sentisse traído, na sua missão.

    Noutras duas embarcações seguiram também a imagem da Nossa Senhora da Nazaré e pela primeira vez, também a Nossa Senhora da Boa Viagem, em vez da Nossa Senhora dos Aflitos, peças recentemente restauradas.

    Carlos Isabel, Comandante da Capitania do Porto de Aveiro, disse ao Jornal ‘O Ilhavense’ que apesar deste evento exigir a “preparação tradicional”, reconhece “a preocupação pelas pessoas que embarcam, porque vêm um pouco mais do que as que são permitidas por lei”.

    O Comandante refere que, contactando com os mestres e as pessoas que têm embarcações, se torna mais fácil, mas que “claro que temos dispositivos reforçados do Comando Local de Polícia Marítima (PM) e da estação de salva-vidas, da Capitania do Porto de Aveiro”.

    Assim, uma equipa de 10 profissionais está presente em duas embarcações de maior porte – uma do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e outra da PM e uma mota de água de cada entidade, “estando também reforçados em terra, para garantir o embarque e desembarque”, explica.

    Para Carlos Isabel, este é um evento de “importância total. Somos todos marinheiros, temos sempre uma proximidade com o mar por isso também com esta comunidade marinheira e piscatória”, conclui.

    Durante quase duas horas, foram milhares as pessoas, que quiseram venerar a senhora, quer nas margens da Gafanha da Nazaré (e Praia da Barra), quer em S. Jacinto. Ouviram-se constantemente salvas de palmas, acenos e arremessos de pétalas, onde a esperavam, como habitualmente, a Nossa Senhora das Areias, com o seu padre e as suas gentes, num momento sempre emotivo.

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