Ilhas de Calor

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Em diversas partes do mundo algumas zonas urbanas chegam a ter mais 10ºC do que no meio rural adjacente. É um fenómeno designado por “Ilhas de Calor” que resulta do aumento significativo das temperaturas em zonas mais urbanizadas e que ocorrem essencialmente por dois motivos: grande impermeabilização dos solos das cidades (muito edificado e muito asfalto com défice de zonas verdes) e concentração de poluição na atmosfera que evita a saída do calor da superfície para a atmosfera. A compreensão mais aprofundada deste fenómeno verificou-se na segunda metade do século XX com a utilização dos satélites e aeronaves que facilitaram o mapeamento das temperaturas de áreas urbanas em relação às zonas rurais mais próximas.

Por exemplo, na região de Paris, durante o mês de Junho, muitas escolas fecharam quando a onda de calor chegou aos 55ºC, levando os responsáveis a decidir instalar nas escolas parisienses “ilhas de frescura” com mais árvores, sombras, zonas verdes e repuxos para refrescar o ambiente. Tendo em conta o aquecimento global e o possível abandono do Acordo de Paris, pelo menos por parte dos EUA, os governantes mundiais terão de tomar medidas mais céleres, mais fortes e em maior quantidade a nível nacional, regional e municipal, principalmente nas zonas urbanas muito edificadas onde a radiação solar incide e é absorvida pelas paredes, telhados, vidros ou espelhos e asfalto das ruas, para o emitir novamente fazendo aumentar a temperatura.

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