Ilhavenses no Combate entre o NRP “Augusto de Castilho” e o Submarino Alemão U-139

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    Guarnição do NRP “Augusto de Castilho” em 1918

    Em 14 de Outubro de 1918, já quase no final da I Grande Guerra, o NRP “Augusto de Castilho” travou o seu derradeiro combate com o submarino alemão U-139. Completaram-se pois, no passado domingo, 100 anos sobre este trágico mas também glorioso combate, que ficou gravado na história da nossa Marinha.

    Na sua guarnição o NRP “Augusto de Castilho” tinha cinco ilhavenses: os 2ºs marinheiros Manuel Crua Branco, Manuel de Sousa Fernandes, João Pereira da Bela e João António Mirão e o cozinheiro Jerónimo André Senos, todos alistados na Marinha como marinheiros auxiliares.

    Aguarela de Artur Guimarães (Museu Marítimo de Ílhavo)

    O NRP “Augusto de Castilho” era o antigo arrastão de pesca a vapor “Elite”, o primeiro arrastão português da pesca do bacalhau, que fora requisitado pelo Governo Português para serviço da Marinha durante a guerra como patrulha de alto mar.

    Naquele dia o NRP “Augusto de Castilho”, comandado pelo 1.º tenente Carvalho Araújo, escoltava o paquete “San Miguel” entre a Madeira e os Açores quando foi bombardeado e afundado pelo U-139 após um combate desigual tendo em conta a muito diferente capacidade de armamento.

    Graças à heróica acção do comandante e da guarnição do NRP “Augusto de Castilho”, o paquete “San Miguel” escapou ao ataque do submarino U-139 e, com os seus 206 passageiros, chegou a salvo ao seu porto destino.

    Tiveram sortes distintas os nossos conterrâneos: Manuel Crua Branco morreu em combate e foi para o fundo do Mar no “Augusto de Castilho”, estando o seu nome inscrito no Monumento aos Mortos da Grande Guerra de Ílhavo; Manuel de Sousa Fernandes sobreviveu ileso, tendo o bote em que seguiu chegado à Ponta do Arnel, em São Miguel, seis dias depois, após um tormentoso trânsito de cerca de 200 milhas; João Pereira da Bela, ferido em combate, e João António Mirão e Jerónimo André Senos, sobreviventes ilesos, chegaram quatro dias depois à Ilha de Santa Maria na embarcação salva-vidas em que seguiram.

    Por: Tito Cerqueira

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