Na linha da nossa rubrica em título é sobre esta figura típica que recai, desta vez, a nossa atenção – de gente humilde também reza a história.

Nasceu na Gafanha de Aquém a 29/08/1927.

Maria Helena Pereira da Catarina

A sua primeira “ocupação” foi pedir esmola, para ajudar no orçamento familiar que era diminuto. Teve de abandonar a Escola (instrução primária) aos oito anos, a meio da terceira classe, para ir servir e tomar conta de crianças. As limitações financeiras da família eram tantas que assim o exigiam. Manteve-se nessa profissão até ter idade para ir servir como doméstica, passando então a “trabalhar a dias” e nas terras. (Entre o serviço doméstico e outras tarefas, chegou a guardar cabras do Dr. Rebocho, de Ílhavo), para conseguir aumentar o seu minúsculo “ordenado”.

A “tremoceira” no desempenho da sua actividade

Trabalhou também nas secas do bacalhau (descargas, lavagem e secagem e demais tarefas relacionadas com a preparação do “fiel amigo”).

Casou aos 18 anos, na Igreja Matriz de Ílhavo, tendo, desse matrimónio nascido uma filha.

Após problemas de vária ordem com o marido, deixou-o e foi para Lisboa, deixando a filha aos cuidados da avó. Mais tarde e já com as condições mínimas, veio buscar a filha, levando-a também para a capital, onde lhe deu o ofício de costureira de alfaiate.

A sua filha acabaria por casar em 1965 e Maria Helena aventurou-se como imigrante tendo ido “a salto” para França, fazendo a viagem da Guarda até Salamanca em cima do comboio (no tejadilho). Embarcou na Guarda, saindo em Salamanca com o comboio em andamento. Na fronteira diz ter passado “ao empurrão”. Um amigo deu-lhe uma mala de viagem já com o carimbo da alfândega, o que lhe facilitou a vida na passagem fronteiriça de Andaia.

Maria Helena à porta do Jornal “O Ilhavense”

A partir daí e depois de muitas peripécias até chegar a França, graças à sua desenvoltura lá conseguiu chegar a uma vila perto da fronteira com a Suíça, onde conseguiu arranjar trabalho e aí tendo permanecido durante 15 anos, trabalhando a dias, nas limpezas.

Já com a vida um pouco mais estabilizada, acabaria por regressar a Portugal, por diversos motivos…

Leia o artigo completo na edição em papel.

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