O Passado, o Presente e o Futuro da alimentação

Na semana em que se assinala o Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudáveis o Jornal ‘O Ilhavense’ falou com a nutricionista Joana Ramos, para que perceba melhor em que consiste a alimentação mediterrânea e como poderá ser o futuro da nossa população, tendo em conta as alterações que temos vindo a fazer na nossa rotina alimentar.

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Em Portugal, também se assinalou o Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudáveis, a 8 de novembro. Numa época de globalização, é cada vez mais natural que a maioria da população portuguesa tenha acesso a uma maior variedade de alimentos e que seja influenciada por novas tendências alimentares, como explica Joana Ramos: “A alimentação nos últimos anos tem-se alterado significativamente, quando ouvimos os nossos avós falar sobre o que comiam, rapidamente nos apercebemos das diferenças abismais existentes. Cá em Portugal, bem como nos restantes países banhados e/ou com influência do Mar Mediterrâneo (Itália, Espanha, Grécia, França, Marrocos, Chipre, Croácia) havia um padrão alimentar, mais tarde denominado por Dieta Mediterrânica (reconhecida pela UNESCO desde 2013 como Património Cultura Imaterial da Humanidade) cujos princípios se encontram associados, já com algumas evidencias cientificas, a uma maior longevidade e diminuição do risco de desenvolvimento de diversas doenças, sendo inclusivamente umas das dietas mais saudáveis do mundo”, começa por dizer a nutricionista.

O presente e as novas influências

Joana considera que “se observarmos cada uma das características da dieta mediterrânica, apercebemo-nos claramente de comportamentos antagónicos. Se compararmos a roda dos alimentos portuguesa (baseada na dieta mediterrânica) com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2016, tornam-se claras as discrepâncias”.

Dieta Mediterrânica – um padrão de alimentação saudável. Associação Portuguesa de Nutricionistas

“Os grupos alimentares que apresentam desvios mais significativos ao recomendado são o grupo da ‘carne, pescado e ovos’ que apresentam um excesso de 11,5%, o grupo dos ‘frutos’ e dos ‘hortícolas’ que juntamente apresentam um défice de 14,1%. Os grupos como o das ‘leguminosas’ apresentam igualmente um défice de 3,4%.

A par destas alterações penso que será importante realçar também o consumo de alimentos processados, que são alimentos que não provem diretamente da natureza e que sofreram manipulação pelo homem. Neste grupo podemos destacar os alimentos processados em que foram adicionados açúcar, sal ou gorduras (conservas, frutas em calda, queijos, salgados…) ou alimentos ultraprocessados, que passam por diferentes técnicas de processamento e em que são adicionados vários ingredientes artificiais para além do açúcar, sal ou gorduras (bolachas, barras de cereais, snacks salgados, pão de saco industrializado de longa duração, refeições pré-fabricadas…)”, especifica.

Leia o artigo completo na edição em papel.

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