Escolhas e responsabilidade

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Somos, ou devíamos ser, responsáveis pelas prioridades que temos, por aquilo que escolhemos dar importância, proteger, preservar.

Devíamos saber assumir as nossas escolhas, as nossas prioridades e a responsabilidade das suas consequências.

Quando escolhemos a ação, ou a ausência de ação, que não protege, que não preserva quem ou aquilo que dizemos querer preservar, proteger, muitas vezes apenas por preguiça, temos de saber assumir isso. Estamos a fazer uma escolha, estamos a fazer opções. Um trade-off, como se diz em economia, já que fica chique dar estes nomes às coisas. Para ter uma coisa não podemos ter outra, basicamente.

Não podemos escolher duas coisas incompatíveis, não podemos desejar, como muitas vezes desejamos, ter “sol na eira e chuva no nabal”.

E nas escolhas que fazemos, muitas vezes entre fazer ou não fazer, agir ou ficar quieto, escolhemos o que parece mais simples, no imediato, sem pensar no que isso significará no futuro.

Parecemos condenados a proteger quem não nos faz bem nenhum ou pior, quem nos faz mal, e desleixamos, desprezamos, ignoramos, tantas vezes quem devíamos proteger, valorizar.

Todos gostamos de dizer que ajudamos, que apoiamos, como se ao ajudar as outras pessoas, nos sentíssemos a ajudar a nós próprios. Será que procuramos a ajuda a essas pessoas, por si, ou procuramos o reconhecimento? Se o objetivo é sermos reconhecidos, então, se, como se costuma dizer, “o que conta é a intenção”, não estamos mesmo a procurar ajudar a qualquer outra pessoa que não seja a nós próprios.

Leia o artigo completo na edição em papel.

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