Há uma semana chegou-me às mãos o último romance de Miguel Sousa Tavares “Cebola crua com sal e broa”. Surpreendeu-me o título por causa da broa e sal. Cebola crua não. Tenho pouco tempo para ler, mas agarrei-me ao livro com unhas e dentes (curtas e poucos). Em má hora o fiz pois como não leio à noite, a minha fama de dona de casa diligente foi-se: cebola do estrugido quase queimada, “bispo” a tentar entrar na sopa, roupa na cadeira a lembrar-me que já devia estar passada ou melhor dizendo “brunida” como se dizia há sessenta anos. Um desastre na economia doméstica. Culpa de quem? Dele, do escritor. Resolvi vir aqui acusá-lo de assédio intelectual mesmo sabendo que não vai indemnizar-me. Fosse eu a outra e o senhor Miguel só me calava com almoços fora para toda a família e uma empregada doméstica durante um ano!

É véspera de São Martinho. Jornal do meio dia e entre outras informações dizem que o senhor Donald recusou participar no Fórum da Paz…

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