Tulha continua a celebrar a vida

18ª edição do Festival da Canção Vida volta a encher casa da cultura

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‘Raquel’, a canção número 9 foi a eleita do júri, que lhe atribuiu também o prémio de Melhor Música.

O Grupo de Jovens ‘A Tulha’, voltou a reunir ‘amigos’ na 18ª edição do Festival da Canção Vida. Na noite de sábado, dia 10, quase quinhentas pessoas estiveram na Casa da Cultura para assistir às 12 canções a concurso. Com os anfitriões do costume, Rafael Vaz e Salomé Filipe, ambos da direção, a noite foi longa, tendo terminado pela 1 hora.

‘Raquel’, a canção número 9 foi a eleita do júri, que lhe atribui também o prémio de Melhor Música. A banda que veio de Mira foi a vizinha mais próxima do município de Ílhavo, que recebeu ainda visitantes dos distritos do Porto, Braga, Évora, Vila Real.

O presidente da Tulha, Rafael Vaz disse que este concurso é uma forma de “dar oportunidade ao aparecimento de novos talentos que, com os seus originais mostram o seu potencial”, mas também “uma mostra da capacidade da associação, dos concorrentes, em ganhar novos amigos” e deixou o apelo para que “não sigam A Tulha só por este festival, mas em todas as atividades”.

Cinquenta canções concorreram este ano

Como também começa a ser equipa habitual, o júri foi constituído por: Ricardo Beja (DJ e crítico de música), Rita Capucho (Grupo Poético de Aveiro), Arnaldo Ribeiro (músico, maestro e professor em Águeda), Cristina Cunha (IPDJ), João Pratas (músico, professor, Galandum Galundaina), Catarina Resende (escritora), Tiago Lourenço (vereador CMI e presidente do júri), além do artista convidado, Samuel Úria.

O músico atuou na segunda parte e apresentou mais duas estreias, dizendo que “Ílhavo é um aquário das minhas canções, que depois vão parar aos pratos dos portugueses”, fazendo uma analogia ao concerto que fez junto ao Aquário dos Bacalhaus no Museu Marítimo, há dois anos. “Estou mesmo impressionado com as canções que passaram por aqui, hoje”. O cantor destacou o facto de ter sido um espetáculo tocado ao vivo, comparando-o com o festival da canção: “Fizeram-no com extremo rigor, dificuldade acrescida e saíram-se mesmo muito bem, é de louvar”.

Em segundo lugar ficou a canção número 1, ‘Dona Boa Morte’, do Porto. O terceiro classificado, com a canção número 3, ‘Avô’, regressou a Braga também com o Prémio Auditório.

Pelo sétimo ano consecutivo, o júri atribuí também o troféu Carlos Paião, à melhor canção do município, que este ano foi entregue à canção número 2, ‘Maria Rita’, da Gafanha da Nazaré. O prémio de Melhor Mensagem também ficou no concelho, com a canção número 8, ‘Vive a vida’.

Samuel Úria referiu que sempre foi “muito bem recebido” em Ílhavo e que sentia “a responsabilidade de estar a pisar solo sagrado. É uma região que condenou o país a ficar mais pobre porque pariu um dos filhos mais notáveis da música portuguesa, que é o Carlos Paião”.

O autor destacou o “respeito pela língua portuguesa” e o “humor” de Carlos Paião, “que não ficava preso no ‘engraçadismo’, era inteligente e, ao mesmo tempo acessível e popular. Eu não seria o músico que sou hoje, se não fosse o seu património. É incrível que, em tão pouco tempo, ele tenha conseguido produzir tantas e tão boas canções”.

Leia a notícia completa na edição em papel.

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