Rádio Faneca: A transmitir alegria, seguindo as recomendações e normas da DGS

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Reportagem por Pedro Pereira e Olivia Matni
Fotografias de João Roldão

Uma edição do Rádio Faneca com muito menos gente que o normal, mas com a festa, alegria e qualidade a que nos tem vindo a habituar. Decorreu nos passados dias 10, 11 e 12 de julho, com organização do 23 Milhas.

Ano após ano, a importância e presença do Festival Rádio Faneca tem vindo a ser reforçada e cada vez mais se torna um marco incontornável da vida dos ilhavense e de todos os outros que vêm visitar Ílhavo para ver um bom concerto, uma boa conversa, visitar os becos, ou até mesmo só para estar na envolvência do Jardim Henriqueta Maia, para tomar uma bebida e passar uma boa tarde com os amigos, a ouvir a emissão de Rádio.

Este ano, tudo mudou. Com as obras no centro de Ílhavo e com a pandemia, em vez de Jardim Henriqueta Maia, tivemos a praça do CCI como coração do festival, e em vez de abraços e brindes houve “cotoveladas” (esse novo cumprimento) e o devido distanciamento. Os espetáculos e atividades distribuíram-se pelos Palcos Amália, Palco Rádio, Palco Jardim e ainda com breves passagens no Auditório do CCI nos becos do centro histórico da cidade.

No Duas Casas (a substituir o Casa Aberta), como este ano não seria possível as pessoas serem recebidas pelos anfitriões ilhavenses, houve um desafio de trazerem sim a sua casa para a rua, sendo distribuída por cada “anfitrião” uma casinha de madeira para cada família a decorar à semelhança e a gosto daquilo que sentem que é o seu lar.

Também um dos favoritos da criançada, os Jogos do Hélder, tiveram a já habitual presença na Rádio Faneca, sempre interativos e imaginativos, mas com a distância social que agora se exige. Faz-se assim o agradecimento ao Hélder por termos sempre uma boa banda sonora de risos e gargalhadas dos nossos mais pequenos, que tanto se divertem com os seus jogos.

A cargo de Graça Ochoa ficaram as Histórias Germinadas no Quintal, performances de teatro, que contaram sempre com a presença dos locais que, pelo som das sempre constantes palmas, ficaram muito agradados com as fantásticas atuações.

Com a presença de dois gigantes, o Palco Jardim só não foi abaixo no primeiro dia por causa de fortes recomendações da DGS. Os Clã entraram cheios de vontade de dar um grande espetáculo. E seja feita a vontade de Manuela Azevedo e dos seus rapazes. Cheios de pedal e energia, os Clã puseram até os mais sorumbáticos a bater o pé e a abanar o capacete. Que momento fantástico! Manuela Azevedo deixou ainda um agradecimento ao Município de Ílhavo e ao 23 Milhas “pela insistência e aposta na cultura” e confessou que ela e o resto da banda já estavam “fartos das cenas da internet e dos concertos à distância.”

Os Dead Combo, por sua vez, tiveram uma baixa de última hora. Pedro Gonçalves, que faz a dupla com Tó Trips, não pôde estar presente por motivos de doença. No seu lugar atuou António Quintino. Esta dupla, juntamente com o resto da banda, deram um concerto memorável e com um nível a que nos foram habituando ao longo da sua carreira. Se tudo correr como planeia e realmente este for o seu último ano de espetáculos, terá esta sido a última vez que vimos os Dead Combo a tocar em Ílhavo.

Quanto aos concertos do Palco Rádio, pôde-se assistir a um espetáculo diferente pela parte de Maria Reis, que veio ainda acompanhada por uma viola campaniça e a sua voz. Houve também os Old Mountain, que contaram com a presença de Noiserv no tema “No Cars Go” e ainda Himalion e a sua mágica guitarra a fechar assim o festival.

Podemos resumir este Festival Rádio Faneca num pequeno desabafo que Manuela Azevedo fez: “O primeiro embate com esta plateia de pessoas separadas é um bocadinho estranho… Mas é melhor estarmos aqui com estas limitações do que todos fechados em casa!”. Aproveitamos ainda para desejar as melhoras ao Pedro Gonçalves, dos Dead Combo, esperando vê-lo em palco para breve.

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