O vereador socialista da Câmara Municipal de Ílhavo, Sérgio Lopes, despediu-se do cargo no dia da última reunião camarária, assinalando que sente «orgulho» pelos oito anos de exercício como vereador. «Foi uma honra ter tido esta oportunidade e estou grato àqueles que nos confiaram esta missão», afirma Sérgio Lopes em comunicado.

O socialista, que agora passa para a Assembleia Municipal, depois de ter sido eleito nas Autárquicas do passado dia 12 de outubro, explica que «fizemos oposição responsável», considerando que «estive sempre articulado com os órgãos e os demais autarcas do meu Partido, em trabalho de equipa».

Sérgio Lopes revela ainda que, neste último mandato, as relações com a maioria Unir Para Fazer não foram as melhores, entendendo que esta «se comportou como sendo absoluta, apesar de relativa, e repetiu tiques das maiorias anteriores, de autoritarismo e fechamento sobre si própria», disse, considerando que houve um esforço «por manter um bom relacionamento institucional».

O agora deputado municipal do PS explicou ainda que «pela segunda vez consecutiva, os eleitores clamam nas urnas por mudança, em busca de protagonistas que lhes entreguem políticas e posturas distintas», entendendo que «a maioria dos eleitores reprovou o rumo seguido nos últimos quatro anos, manifestando que não foi o UpF essa força motriz da mudança que se desejava».

«Exige-se a quem venceu agora saber interpretar a sua vitória como um mandato de mudança. O contexto de maioria relativa, novamente resultante da vontade popular, é bem expressivo de que os ilhavenses desejam ação autárquica suportada no diálogo e na convergência de diferentes perspetivas, como forma de construir uma política municipal deste tempo», disse Sérgio Lopes, referindo que o PS «saberá dar o seu contributo ao serviço da igualdade de oportunidades, do reforço da escola pública, da saúde de qualidade para todos, da habitação digna e acessível para os que podem menos e para os remediados, do espaço público inclusivo e vivo, da sustentabilidade ambiental, do comércio da nossa gente, da comunidade empoderada».