Passado um ano das últimas Eleições Autárquicas, vencidas pela AD – Coligação PSD/CDS, o PS de Ílhavo lamenta a falta de diálogo entre Executivo e Oposição.
«Tínhamos a expectativa de que o executivo procurasse o diálogo, correspondendo à vontade declarada pelo próprio Presidente da Câmara eleito de “identificar pontos de convergência entre os projetos políticos” para cumprir a vontade dos eleitores. No entanto, em nenhum momento verificámos a concretização desta proclamação. Aliás, o debate sobre o Orçamento Municipal e o Pacote Fiscal para 2026 provou o inverso, revelando uma maioria relativa a tentar governar como se de uma maioria absoluta se tratasse», lê-se num comunicado dos socialistas assinado por Eduardo Conde.
O PS elenca mesmo problemas que, do seu ponto de vista, persistem. «A igualdade de oportunidades na educação e na saúde continua sem resposta municipal; a crise habitacional tem tido uma intervenção insuficiente; a política ambiental mantém-se obsoleta, patente no ultrapassado sistema de gestão de resíduos; o comércio local continua sem apoio; os centros cívicos das freguesias estão entregues ao vazio; e a política de mobilidade continua a impor o automóvel como única solução num contexto de caos rodoviário».
Os socialistas vão mais longe, afirmando que «esta maioria do PSD padece da arrogância política que todos criticavam à anterior gestão» de João Campolargo, do movimento independente Unir Para Fazer, referindo mais exemplos: «os ataques pessoais dirigidos pelo Presidente da Câmara, em diversos fóruns, a cidadãos que criticam democraticamente a sua atuação; o boicote perpetrado pelo líder do grupo municipal do PSD ao funcionamento da Comissão de Acompanhamento das empreitadas do PRR; a instrumentalização do mecanismo legal do regime de permanência a meio tempo para maximizar os rendimentos da Vice-Presidente, com evidente prejuízo do erário público; a fuga ao debate democrático entre as forças políticas – no espaço da Rádio Terra Nova – decidida pelo Presidente do PSD/Ílhavo sob a justificação de um pretenso “desacordo com a forma como as informações são transmitidas ao público” por aquele órgão de comunicação social».
Ainda assim, o PS considera que «ainda há margem para inverter o rumo da governação, focando-a no que verdadeiramente importa para o Município de Ílhavo». Para tal, o partido rosa «exige um diálogo sério com as forças de oposição, essencial à estabilidade no quadro das deliberações a tomar na Câmara e na Assembleia Municipal».










