PS Ílhavo considera primeiro ano do mandato autárquico “tempo perdido”

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Sérgio Lopes - Presidente do PS/Ílhavo

Um ano após a data das Eleições Autárquicas de 1 de outubro de 2017, o Partido Socialista de Ílhavo faz o balanço do primeiro ano do presente mandato autárquico da maioria PSD.

Os socialistas apontam a ausência de implementação do Orçamento Participativo e de instalação do Conselho Municipal de Juventude (ambas medidas constantes no programa eleitoral do PSD) como “exemplo da indiferença da maioria PSD perante o patente afastamento entre eleitos e eleitores, manifestado nos crescentes níveis de abstenção – acima da média nacional – em Ílhavo.”

Outros exemplos como o ritmo das obras de alargamento do saneamento básico a todo o concelho, a relação com a Ria de Aveiro, a garantia de igualdade de oportunidades no sistema de ensino, o apoio às associações de índole social, e a gestão do território são referidos como “atrasos estruturais na política seguida pela Maioria PSD.”

“Muitas são as áreas em que este ano se mostrou como tempo perdido para o desenvolvimento do Município de Ílhavo. E se este ano marca o fim dos constrangimentos financeiros a que Câmara estava sujeita pela adesão ao PAEL, programa de saneamento financeiro para pagamento de cerca de 10 milhões de euros de dívida a fornecedores que esta Maioria contraiu ao longo de longos anos de irresponsabilidade, esse esforço deve-se fundamentalmente aos Munícipes que se viram anualmente espoliados pelo pagamento de avultados valores em sede de taxas e impostos municipais, designadamente através do IMI, cuja receita mais que duplicou ao longo dos últimos cinco anos.”

O partido considera que a não hipoteca das gerações futuras passa por “repor a justiça na relação fiscal com as famílias, promovendo um justo equilíbrio entre a concretização dos anseios da população e o esforço financeiro que exige a cada família”. “Os valores de taxas e impostos municipais que a Câmara cobra estão bem longe desse justo equilíbrio”.

Os socialistas preparam já a análise do orçamento para 2019 exigindo à maioria PSD a redução das taxas de IMI e de participação variável do IRS.

A concelhia PS critica ainda a vivência da democracia por parte do PSD. “Como no passado, o presente mandato autárquico não oferece nada de novo da parte da maioria PSD, no que diz respeito à relação com posições diversas, ao diálogo com as forças vivas do concelho, ao estabelecimento de mecanismos de reforço da participação cívica e política dos Munícipes”

“Em democracia não há Poder sem Oposição, não há papéis secundários, todos contam e o PS continuará a cumprir o seu importante papel de liderança da Oposição, através da fiscalização rigorosa da atividade municipal, da crítica acompanhada de apresentação de alternativa, mesmo ultrapassando os frequentes obstáculos colocados pelo PSD no acesso à informação e na apresentação de propostas. Assim seguiremos, como até aqui, em todos os órgãos autárquicos, no Município e nas Freguesias”.

o PS aponta ainda o dedo à ausência de implementação do Orçamento Participativo e de instalação do Conselho Municipal de Juventude. “Ambas as medidas constam do programa eleitoral do PSD e serviam de bandeira para uma pretensa renovação nas políticas acompanhada da renovação nos protagonistas, mas um ano volvido, medidas de urgente implementação continuam na gaveta”.

Um ano depois da reeleição, o principal partido da oposição sublinha que continua a falar numa “visão de inovação e renovação” e numa vivência democrática mais aberta.

“A verdade é que, como no passado, o presente mandato autárquico não oferece nada de novo da parte da maioria PSD, no que diz respeito à relação com posições diversas, ao diálogo com as forças vivas do concelho, ao estabelecimento de mecanismos de reforço da participação cívica e política dos Munícipes”.

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