A CDU considera o tema de Habitação como prioritário para o debate nestas Eleições Autárquicas, que se realizam no próximo dia 12 de outubro.
Em comunicado, a CDU refere que «o cenário da habitação em Portugal tem-se agravado com o passar dos anos, assumindo consequências cada vez mais graves para os portugueses. E Ílhavo não foge a esta regra», considerando que «as respostas aplicadas são insuficientes».
A CDU explica ainda que «em 2020 estavam identificados 340 processos no Programa de Apoio à Renda» no município de Ílhavo, concluindo que «para uma larga fatia da população, os rendimentos do trabalho ou das suas pensões são insuficientes para garantir o acesso à habitação».
«Em 2022, foram identificados, como financeiramente carenciados e a viver em condições indignas, 146 agregados identificados, totalizando 399 indivíduos. A Câmara Municipal de Ílhavo propôs-se a eliminar até 2024 estas situações de precariedade», pode ler-se no comunicado da CDU, questionando ainda «o que foi feito durante este período? Qual a situação atual, num contexto em que o problema se agravou e as soluções apresentadas foram escassas?».
Para a CDU, «deve ser finalmente criada a Carta Municipal de Habitação, que, articulada com o Plano Diretor Municipal, funcione como ferramenta de gestão do território, mobilizando os solos para programas habitacionais públicos ou privados de renda condicionada, mobilizando o património habitacional público e incentivando à mobilização do património privado devoluto para programas de arrendamento, em regimes de renda apoiada ou condicionada», considerando por fim que também devem «ser promovidas e garantidas melhores práticas na construção e reabilitação de edifícios».










