Foto: Grafonola / 23 Milhas

A Milha – Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo regressa a Ílhavo, à Gafanha da Nazaré e à Costa Nova, numa edição especial com dois fins-de-semana, de 24 a 26 de outubro e de 31 de outubro a 2 de novembro.

As propostas focam-se na música, no cinema, e nas artes performativas e plásticas.

No primeiro fim-de-semana, a Sala Estúdio Cinema acolhe duas noites (24 e 25) de cinema com a longa-metragem “Revolução (sem) sangue”, do ilhavense Rui Pedro Sousa. O momento culmina com uma conversa com o realizador, sendo moderada por Luís Nogueira, professor na licenciatura de Cinema na Universidade da Beira Interior.

Na segunda noite, serão exibidas as curtas realizadas em Ílhavo: “Em vez de palavras, o vento”, de Tiago Damas, e “Visões Insulares”, de João Garcia Neto. A sessão termina com uma conversa com os realizadores sob a moderação de David Calão, escritor e diretor do jornal O Ilhavense.

No dia 26 de outubro, o arquiteto Óscar da Graça inaugura a exposição “Velox Pondera – pintura sobre jazz”, que fez a partir das composições musicais do filho, o músico Óscar Marcelino da Graça, que integram o álbum “Velox Pondera”, apresentado no mesmo dia, em concerto (17 horas) na Casa da Cultura de Ílhavo.

No segundo fim-de-semana da Milha, às 19 horas, inaugura-se “O Desenho Como Pensamento”, na galeria da Casa da Cultura. A exposição permanece até ao dia 17 de janeiro. Depois, às 21h30 do dia 31 de outubro, o Coro da Madrugada apresenta “Viagem à Terra dos Sonhos”, interpretando canções de Jorge Palma. O projeto tem a direção musical e arranjos do pianista Pedro Almeida, a orientação da maestrina Aoife Hiney e a preparação vocal de Luís António Freitas. A noite termina com o concerto de Parte Fraca, banda que integra a PRAIA, plataforma de registo de artistas ilhavenses.

No dia 1 de novembro, a tarde é dedicada à apresentação dos Encontros PRAIA, que desafiaram músicos que não se conheciam a trabalhar em conjunto e que apresentaram os primeiros resultados dessa experiência coletiva no Festival Rádio Faneca. O Trio da Praia (16 horas) – composto por Isabel Savitri, Larissa Goretkin e Renata Silva -, as Soul ID (17 horas) e Variável Oculta (18 horas) – trio composto por Gabriel Teixeira, Paulo Santos e Pedro Carlos – regressam para apresentar as suas criações conjuntas em novos espaços e com algumas surpresas. Ainda neste contexto, será apresentada a instalação visual e sonora de Emanuel R. Marques, artista plástico que foi desafiado a acompanhar o processo de criação e apresentação destes artistas antes e durante o Festival Rádio Faneca e que apresenta agora o resultado desse trabalho de acompanhamento.

No mesmo dia, o Cais Criativo da Costa Nova acolhe a estreia de “Por água abaixo”, da companhia Quinto Palco, que reflete sobre a ligação do estado do mundo e da relação disso com o teatro. A criação tem a sonoplastia e a encenação de Daniela Amaral Cardoso e a dramaturgia de David Calão, artistas que integram a plataforma PRAIA.

A Companhia Jovem de Dança de Ílhavo (CJDI) estreia a sua sexta criação, “15 a 20 vezes por minuto”, sob a direção de Tânia Carvalho. A CJDI, que conta com a direção pedagógica do coreógrafo Luiz Antunes, trabalha em parceria com as escolas de dança do município, mas também abriu a convocatória a bailarinos externos. O espetáculo conta com 22 intérpretes, a conceção de figurinos e a composição musical é de Tânia Carvalho, com apoio à composição musical de José Pedro Bola e a execução de figurinos de Goretti Silva. Tem duas récitas marcadas: sábado, 1 de novembro às 21h30, e domingo, dia 2, às 16 horas, na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré. A estreia, no sábado, termina com a apresentação do livro dos cinco anos da Companhia Jovem de Dança de Ílhavo. O músico Joe Can’t Dance, artista PRAIA, encerra a programação do dia 1 de novembro, às 23 horas, com um dj set no convés da Fábrica das Ideias.

No dia 2 de novembro, a Milha encerra com a estreia do espetáculo deste ano da Orquestra do Mar, que convidou Filipe Sambado para interpretar os dois álbuns de António Variações: “Dar & Receber” (1983) e “Anjo da Guarda” (1984). Esta foi a edição mais participada de sempre da Orquestra, com resposta de cerca de cinco dezenas de pessoas à chamada para cantar e tocar Variações, mas também para celebrar a sua identidade queer num ano em que o 23 Milhas reflete sobre identidade. A Orquestra do Mar já interpretou Fausto Bordalo Dias com Lavoisier (2023) e Carlos do Carmo com Samuel Úria (2024). O concerto acontece às 18h30, na Casa da Cultura de Ílhavo.

No primeiro fim-de-semana da Milha, nota ainda para a formação de Técnicas de Bandas Sonoras, orientada por André Martins Neto, que decorre no Museu Marítimo de Ílhavo, nos dias 25 e 26, entre as 14 e as 18 horas, com lotação limitada e inscrição prévia.

Os bilhetes para a Milha – Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo ficam disponíveis a partir do dia 8 de outubro nas bilheteiras dos espaços 23 Milhas e na BOL.