O movimento Unir Para Fazer (UpF) promoveu a segunda sessão do ciclo ‘A Fazer Tertúlias’ com uma tertúlia dedicada ao tema da Ponte da Vista Alegre, realizada no Centro Cultural e Recreativo da Gafanha da Boavista, ontem, dia 15 de junho.

Cerca de 60 pessoas participaram nesta tertúlia que teve como objetivo ouvir a população, compreender de forma mais aprofundada as consequências do encerramento da Ponte da Vista Alegre e perceber qual a posição dos cidadãos relativamente à necessidade de restabelecer esta ligação entre as duas margens, que afeta habitantes da Gafanha da Boavista, da Vista Alegre, da Gafanha do Carmo, da Gafanha da Boa Hora, dos Moitinhos, de Vale de Ílhavo, da Lavandeira e de Sosa, particularmente aqueles cujas deslocações diárias estão ligadas à Zona Industrial da Mota, como se tornou evidente durante a sessão.

Em comunicado, o UpF refere que «os participantes demonstraram compreender e respeitar as preocupações relacionadas com a segurança estrutural da ponte», manifestando, no entanto, «uma profunda incompreensão perante a ausência de respostas concretas, de soluções intermédias e de uma estratégia clara para o futuro».

Segundo o UpF, desta discussão resultou uma conclusão clara: «a esmagadora maioria dos participantes não aceita que a solução futura passe por uma ponte exclusivamente pedonal e ciclável». «Perante declarações públicas de alguns responsáveis políticos que admitiram essa possibilidade, os presentes defenderam que qualquer solução definitiva deve garantir a travessia de veículos automóveis, assegurando simultaneamente condições de segurança adequadas para peões, ciclistas e restantes utilizadores», diz o comunicado, explicando ainda que foi «amplamente defendida a construção de uma nova ponte, capaz de responder às necessidades atuais e futuras do território», apesar dos participantes considerarem fundamental que «seja encontrada uma solução temporária que permita restabelecer a ligação o mais rapidamente possível».

Os participantes relataram o impacto direto que o encerramento da ponte está a ter no seu dia-a-dia, lembrando ainda o espírito de mobilização comunitária que, no final da década de 1970, permitiu construir a atual Ponte da Vista Alegre.

Segundo o UpF, «a população quer soluções, quer respostas e quer um compromisso efetivo com o restabelecimento da ligação entre as duas margens com a construção de uma nova ponte», compreendendo as dificuldades técnicas e financeiras que um processo deste tipo pode envolver, mas não aceitando «a ausência de informação, de planeamento e de uma visão para o futuro».