Diogo Marnoto Ferreira, autor ilhavense, assina a coleção de contos “o enforcado de cabeça para baixo – e outros contos moribundos”, o seu terceiro livro. Depois de “esta casa é para vender” e “O Curandeiro da Morte”, duas narrativas mais longas, o escritor decidiu dar ao prelo um conjunto de ficções mais curtas, unidas pela centralidade do tema da morte.
(excerto)
A influência ilhavense
Sobre a influência da cidade onde vive, Diogo afirma que a experiência do quotidiano se revela sobretudo no conto “a minha rua é uma (triste) alegria”. Numa clara inspiração no dia a dia ilhavense, o autor apresenta figuras que marcam a paisagem da cidade, por vezes de forma trágico-cómica, preservando sempre as suas identidades. «Obviamente, quem lê aquilo vai perceber que muito do que está ali é real. Quem não conhecer aquelas pessoas, porque não é de Ílhavo, nunca saberá se eu inventei aquilo ou não», explica, acrescentando: «Essas personagens não são propriamente clichés do ADN ilhavense. Mas são pessoas que andam na rua em Ílhavo e haverá, provavelmente, quem associe aqueles nomes que inventei a pessoas que realmente conhece.»
O livro
“o enforcado de cabeça para baixo – e outros contos moribundos” reúne doze histórias escritas por Diogo Marnoto Ferreira entre 2023 e 2025, unidos por um elemento comum que o autor apenas identificou quando olhou para o conjunto: a presença constante da morte. Ao longo das cerca de cem páginas do livro, essa temática surge sob formas muito distintas — do humor ao drama, do surreal ao filosófico —, acompanhando personagens confrontadas com o sofrimento, a perda ou a finitude. Editado pelo próprio autor, o volume tem formato A5, acabamento de capa em brilho e uma tiragem limitada a apenas 100 exemplares. Inclui prefácio do dramaturgo David Calão e ilustração de capa de Viviana Coelho. O livro está disponível desde 1 de julho na redação d’O Ilhavense e através da página de Instagram do autor.
Trata-se da terceira obra de Diogo Marnoto Ferreira, depois de “esta casa é para vender” (2023) e “O Curandeiro da Morte” (2024), dando continuidade a um percurso literário centrado no fantástico, no terror e na reflexão sobre a condição humana.

Leia a peça completa n’O Ilhavense, nº 1400, de 1 de julho de 2026,
nas bancas do município.
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