Mário Ferreira, CEO da DouroAzul, passou pela Navalria, da qual é dono, para se inteirar da evolução da nova embarcação da Prodouro e aproveitou para falar do Argus, que se encontra em doca seca para manutenção.
No vídeo que publicou nas redes sociais, o empresário revela que o Argus vai ser alvo de pintura, uma limpeza do fundo do casco e renovações de chapas de fundo «para ter a certeza que flutuabilidade desta embarcação está intacta».
Recorde-se que a empresa Pascoal & Filhos é a proprietária do Argus.
Em 2021 foi anunciado um protocolo entre a empresa Pascoal & Filhos e a Câmara Municipal de Ílhavo, na altura liderada por Fernando Caçoilo, para que o antigo bacalhoeiro fosse doado à autarquia ao abrigo da Lei do Mecenato Cultural. O Município tinha, na altura, como objetivo colocar o Argus em terra, junto ao Jardim Oudinot, para ser um museu.
O projeto foi depois abandonado com a substituição de Fernando Caçoilo por João Campolargo na Presidência da Câmara Municipal de Ílhavo, mantendo-se as dúvidas sobre o futuro do Argus.
Argus
O Argus é um lugre de quatro mastros construído em 1939, na Holanda. É o “irmão mais novo” (e uma versão tecnicamente mais desenvolvida) dos icónicos “navios-gémeos” Creoula – que, desde os anos de 1980, está sob a alçada da Marinha Portuguesa – e Santa Maria Manuela – recuperado pela Pascoal e vendido, em 2016, ao grupo Jerónimo Martins.
Dos três, o Argus é, provavelmente, o mais conhecido, muito por conta do livro “A Campanha do Argus”, de Alan Villiers, um clássico da literatura marítima mundial, escrito a bordo deste navio, assim como o documentário com o mesmo nome ou ainda o álbum de fotografias que o repórter australiano compôs ao acompanhar a campanha de 1950 aos bancos de pesca da Terra Nova.










