Depois de uma sessão de Assembleia Municipal mais crispada, ocorrida no passado dia 21 de fevereiro (ver vídeo e leia mais na próxima edição d’O Ilhavense, nº 1368, de 1 de março), Paulo Pinto Santos, presidente da Mesa deste órgão, recorreu às redes sociais, através do seu perfil pessoal de Facebook, para deixar alguns alertas.
Segundo o próprio, «assiste-se por vezes a discursos marcados pelo uso de vernáculo e de linguagem menos apropriada, comprometendo a seriedade e a dignidade das instituições que representam». À frente, refere o uso de «expressões vulgares, ofensivas ou desrespeitosas» , o que faz «substituir o debate construtivo pelo ruído da polémica e da agressividade gratuita».
Pedindo «respeito pela instituição e pelos munícipes», reparou que «um discurso que resvala para a linguagem desadequada não só fragiliza a imagem dos órgãos autárquicos, como compromete a confiança dos cidadãos na política local». «O uso de linguagem inapropriada por parte de autarcas pode ter consequências sérias como a descredibilização das Instituições, a erosão da participação cívica e mau exemplo para a comunidade», escreveu.
«O apelo à responsabilidade na comunicação política não é uma questão de censura», continua no seu comunicado, «mas de exigência democrática. Quem representa os cidadãos deve ter a consciência de que as palavras têm peso, impacto e consequências. Num tempo em que se exige cada vez mais transparência e seriedade na gestão pública, a qualidade do discurso não pode ser uma questão menor».
A sessão da Assembleia Municipal vai continuar amanhã, dia 28 de fevereiro.










