A diretora do Agrupamento de Escolas de Ílhavo, Maria da Conceição Canhoto, apresentou a sua demissão do cargo, não resistindo à polémica sobre as alterações à regra de acesso às Atividades de Enriquecimento Curricular (AECs) e Componente Família.

Segundo a Rádio Terra Nova, Conceição Canhoto alega razões de saúde para a sua demissão, assumindo o «desgaste emocional e psicológico acumulado».

A demissionária diretora do Agrupamento de Escolas de Ílhavo foi contestada por algumas Associações de Pais no início do ano letivo, pela decisão tomada na abertura do ano letivo de impedir crianças não inscritas nas AECs de permanecer nas escolas fora do horário de aulas, desautorizada mais tarde pela Câmara Municipal de Ílhavo, que definiu um «regime transitório, até ao final do ano letivo», durante o qual os alunos do 1.º Ciclo não inscritos em Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) poderão ser acolhidos pelas Associações de Pais».

Segundo a mesma notícia avançada pela Rádio Terra Nova, Conceição Canhoto passou em revista o seu trajeto de seis anos no Agrupamento de Escolas de Ílhavo. «No início prometi construir uma escola que acolhesse todos sem exceção: Escola moderna, inclusiva, inovadora e capaz de transformar vidas», refere, entendendo que «mais do que estruturas, selos ou obras, construímos uma escola viva, humana, resiliente e com identidade própria. Uma escola que foi além das promessas e que continuará a brilhar».