Comandar no Mar – Livro escrito a várias mãos

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Deste livro que foi apresentado no Museu Marítimo de Ílhavo no passado dia 15 de junho e que teve como apresentadores nesta Terra Maruja os senhores Cte. António Marques da Silva, autor de um dos textos, e o Sr. Alm. Tito Cerqueira, comandante ilhavense da Marinha de Guerra Portuguesa, que estiveram na Mesa de Apresentação, respigamos algumas das Notas do Editor que servirão aqui de apresentação da “obra”.

Da Nota do Editor (da Revista da Revista de Marinha), também ele Alm. da Marinha de Guerra Portuguesa, extráímos as seguintes passagens:

«O livro que tenho o gosto de agora editar recolhe os testemunhos de antigos Comandantes de navios de guerra e de navios da Marinha Mercante, incluindo dois textos assinados por Oficiais da Reserva Naval. Com a ressalva de que sou parte interessada neste projeto, deu-me muito gosto ler estes textos e estou certo de que serão úteis a quem for indigitado para Comandante, permitindo-lhe refletir sobre os diversos aspetos do exercício das funções de comando no mar e mesmo fazer alguma auto formação; eram estes, aliás, os nossos propósitos iniciais. Mas não só ! Este livro será também certamente útil para quem desempenhe funções de chefia ou de comando nos outros ramos das Forças Armadas e nas Forças de Segurança, e em organizações civis e nas empresas. Desde que exista um chefe, subordinados e colaboradores, e objetivos a atingir, as reflexões que os textos aqui publicados suscitam terão certamente interesse e utilidade»…

“Comandar no Mar” tem prefácio do Prof. Doutor. João Carlos Espada, teve como coordenador de edição o Cte. Orlando Themes de Oliveira e contou com o patrocínio da administração da THALES Portugal e da Edisoft.

O Almirante Nuno Vieira Matias e aos demais autores dos textos (12) entre os quais o Cte. Marques da Silva, registam neste livro os seus testemunhos de comandar no mar, nele partilhando da sua rica experiência de mar com os leitores do livro.

À Gráfica Lousanense coube a “esmerada produção gráfica de excelente apresentação e muita qualidade”.

Ainda da Nota do Editor, poderemos realçar: «Como referia Camões … um fraco Rei faz fraca a forte gente, e Napoleão, num registo diferente, dizia … não há maus regimentos, há maus coronéis. Em perspetivas diferentes ambos acentuam a importância da liderança. No mar, um Comandante é ainda mais importante. As guarnições vivem isoladas, dias, semanas ou mesmo meses a fio, nos seus navios, que operam num meio muitas vezes hostil. Uma decisão errada do Comandante, na navegação ou na manobra, pode colocar em risco o navio e todos os que lá estão a bordo; a confiança da tripulação na capacidade profissional do seu Comandante é algo a assinalar e a reter»…

Do Sr. Capitão Marques da Silva, que teve a honra de fazer parte do grupo de autores, salientemos as referências: “Guardar memórias que certamente cairiam no esquecimento se não fossem desta forma registadas”. No seu testemunho, Marques da Silva relata , “experiências vividas em navios pré-históricos, navios ainda da época dos navios com velas, sendo por exemplo “o Gazela I uma referência importante de um testemunho” que pretende englobar “assuntos diversos e específicos da Gente do Mar”…

Já o Almirante Tito Cerqueira, que entendeu ser esta apresentação “obrigatória” em Ílhavo, sustentaria a opinião referindo que «Ílhavo é a Terra de Portugal e quiçá do Mundo, com mais comandantes por quilómetro quadrado».

E falar-nos-ia o Almirante ilhavense de comando e liderança, na sua opinião inseparáveis; comandante sempre líder e galvanizador; sempre atento ao estado de espírito dos seus comandados, comandante com grande sentido de justiça, responsabilidade e aptidão para o exercício da missão… Comandante que deverá ter sempre muita honra mas também muita responsabilidade»…

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