O Museu Marítimo de Ílhavo assinala os 76 anos da primeira viagem do Navio Santo André, nos dias 28 de fevereiro e 1 de março, com uma tertúlia sobre as alterações climáticas, a inauguração de uma exposição e a apresentação de um livro.
A tertúlia “Não fiques em casa a ver Navios” inicia a programação das comemorações, no dia 28 de fevereiro, pelas 21h30, no Navio-Museu Santo André (NMSA). Alexandra Monteiro, Isabel Nunes e Rita Bicho (investigadoras da Universidade de Aveiro) serão as convidadas desta sessão que convida a comunidade a refletir sobre o tema das alterações climáticas, a subida do nível médio da água do mar, o ar, a água e o solo que nos rodeiam. Pensar como podemos, enquanto cidadãos comprometidos com o futuro, contribuir para um planeta melhor e como nos devemos preparar para o futuro são também propostas da iniciativa. Esta tertúlia faz parte do projeto “Por água abaixo”, desenvolvido pela associação Quinto Palco, com apoio da Fundação La Caixa.
Também no NMSA, desta feita no dia 1 de março, pelas 17h, será inaugurada a exposição “Retratos dos Mares do Fim do Mundo”, que propõe um diálogo entre a fotografia e a crónica de viagem, duas expressões artísticas produzidas por dois antigos médicos da frota: Augusto Boffa-Molinar e Bernardo Santareno (pseudónimo literário de António Martinho do Rosário). Ambas as experiências, em grande medida coincidentes e situadas na segunda metade da década de 1950, ilustram uma aproximação à vida a bordo dos navios bacalhoeiros.
No contexto desta exposição, será apresentado o livro “Além dos Mares do Fim do Mundo”, de Afonso Molinar, neto de Augusto Boffa-Molinar. Este texto apresenta uma odisseia de um jovem escritor à procura, no arquivo familiar, de um avô que nunca conheceu. Através das palavras de Bernardo Santareno e das fotografias, cartas, memórias avulsas, e histórias do seu avô, Afonso Molinar procura reconstruir, na sua imaginação, aquilo que pode ter sido uma viagem bacalhoeira pelos mares do Norte.
Segue-se ainda a “Conversa de Mar” sobre o tema “Ao Leme no Feminino”, com a participação de Bela Cardoso, natural da Gafanha da Encarnação, formada na Escola Náutica, no Curso de Pilotagem em Lisboa, em 1981. Bela Cardoso teve um vasto percurso ligado ao mar; primeiro na área do comércio e, mais tarde, na pesca do bacalhau, com a realização de duas viagens no navio arrastão Almourol, entre 1986 e 1987.










