O Ministério do Ambiente e Energia atribuiu um apoio financeiro de 1,425 milhões de euros, através da Agência para o Clima, para a execução do projeto ‘Alimentação Artificial a Sul do Esporão da Barra – Ílhavo’, numa extensão aproximada de 700 metros, localizada na Gafanha da Encarnação.
A intervenção, cuja execução do projeto é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responde ao agravamento da erosão costeira naquele troço, que ameaça o cordão dunar, o passadiço da praia e outras infraestruturas públicas e turísticas da zona da Costa Nova, e resulta também dos impactos recentes de eventos climáticos extremos registados na região.
A operação agora financiada assenta em três componentes principais:
– A alimentação artificial da praia resulta do aproveitamento de inertes provenientes das dragagens de manutenção do Porto de Aveiro. Esta ação permitirá repor sedimentos e reforçar o cordão dunar, funcionando como defesa natural contra o avanço do mar;
– A remoção de esporões obsoletos com o reaproveitamento de materiais para reforço da raiz do esporão sul da Barra;
– A relocalização e requalificação de passadiços, que promoverão o acesso seguro à praia sem comprometer o sistema dunar, e a colocação de paliçadas de contenção e regeneração de vegetação dunar.
Estas medidas respondem de forma integrada ao défice sedimentar da zona, mitigam o processo erosivo e reforçam a segurança de pessoas e bens. São igualmente consistentes com os princípios do ‘Plano de Ação Litoral XXI’, bem como com os compromissos nacionais em matéria de adaptação às alterações climáticas e proteção da faixa costeira.
«Esta intervenção representa o que deve ser uma resposta moderna aos riscos costeiros: técnica, célere e ambientalmente sustentável. Estamos a proteger pessoas, bens e património natural com soluções baseadas na natureza e no reaproveitamento de recursos. O Governo está empenhado em antecipar riscos e em atuar onde os efeitos da erosão são mais visíveis. Este protocolo é mais um exemplo da nossa estratégia de ação climática no território, com financiamento garantido e execução concreta», garante a Ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.
O projeto segue o princípio do ‘Não prejudicar significativamente’, e tem como orientação a integração de soluções com impacto positivo na biodiversidade, nos ecossistemas dunares e na durabilidade da resposta às dinâmicas costeiras.










