"Y - A Ânsia de Voar"

O LEME, festival de circo contemporâneo, regressa ao município de Ílhavo de 4 a 7 de dezembro.

Espaços culturais de Ílhavo, Gafanha da Nazaré, Costa Nova e Vista Alegre vão receber 22 companhias, naturais de 12 países, que juntam mais de uma centena de artistas.

Este ano, evento apoia duas criações: “Concordanças”, da companhia Concorda (que trabalha com a comunidade local e combina danças tradicionais e malabarismo) e “Clamor”, de Margarida Montenÿ (que explora a narrativa dos sinos tocados por mulheres e que usa o sino como dispositivo circense).

Há também estreias nacionais, com:

  • “Tout/Rien”, da companhia belga Modo Grosso, é um espetáculo de malabarismo e ilusão para crianças a partir dos 7 anos que terá também uma sessão para escolas;
  • “L o n e”, de Luuk Brantjes, é um espetáculo sobre a solidão numa estrutura feita para funcionar a dois;
  • “Man strikes back”, dos belgas Post Uit Hessdalen, que coloca em diálogo um malabarista e um baterista num cenário robótico;
  • “Girevik”, de Roman Škadra, que questiona o corpo perfeito;
  • “Y – A Ânsia de Voar”, de Yldor LLach, é um espetáculo de acrobacia e poesia destinado às famílias;
  • “Domte”, de Nacho Flores, é uma peça poética e visual, com música ao vivo, que contando com a cumplicidade do público, cavalga um minotauro que vai construindo ao longo do espetáculo;
  • “Heka”, de Gandini Juggling, Yann Frisch e Kalle Nio, é um espetáculo que combina malabares, nova magia e humor;
  • “Tension”, de Elis Valente, que apresenta um espetáculo de acrobacia aérea num cenário de dezenas de elásticos de 40 metros em que reflete sobre a sua própria tensão e transformação pessoal.

O festival encerra com a Orquestra das Beiras e os artistas Yldor Llach, Jennifer De Hertogh, Eva Morais e Paula Cirino, numa criação que celebra a ligação improvável entre música orquestral, movimento e acrobacia. Esta performance acontecerá no Cais Criativo da Costa Nova, onde os tradicionais números de circo são reinterpretados num contexto sonoro orquestral e numa dinâmica cénica site-specific contemporânea.

Há ainda quatro espetáculos que resultam de uma convocatória pública para programar espetáculos de estudantes e criadores de escolas de circo portuguesas.

A saber:

  • “Depois do silêncio”, de Big Lady Circus;
  • “Quem ser”, de Jeniffer Rodrigues;
  • “Unfold untold”, do Duo Flexoncirc;
  • “Ensayos sobre la inspiración Op. 30”

No LEME PRO, que decorre nos dias 5 e 6 de dezembro, debatem-se este ano as artes performativas e as oportunidades do espaço digital, mas também o território, o espaço público e o que queremos encontrar quando saímos à rua. Nas oficinas, nota para uma oficina de malabarismo funcional, uma oficina de artes circenses e uma oficina de movimento e de danças tradicionais como ferramenta no circo contemporâneo.