A subida da taxa de IMI proposta pelo Executivo de Rui Dias (AD – Coligação PSD/CDS) foi travada com os votos contra da oposição.

A vereadora do PS e os três vereadores do movimento de cidadãos Unir Para Fazer (UPF) não permitiram que a taxa de IMI subisse de 0,3% para 0,35%.

Depois do UPF, também o PS vem a público, dizendo que «a proposta apresentada de agravamento de IMI visava um regresso aos mandatos do esbulho fiscal do Presidente Fernando Caçoilo, que sempre combatemos, defendendo há muito a redução para a taxa mínima».

A proposta de aumento da taxa de participação variável no IRS de 4% para 4,5% «segue o mesmo sentido, de regresso ao passado da gestão de máximos impostos», lê-se no comunicado. A abstenção do PS, ao lado do UPF, surge porque o «chumbo provocava o aumento imediato para 5%, prejudicando os munícipes».

Quanto à taxa de Derrama sobre o lucro tributável das empresas, «não se deve fixar no máximo», apontam os socialistas, «no sentido de criar condições para novos investimentos das empresas existentes ou atração de novas empresas». O PS absteve-se e a medida foi aprovada com votos a favor de PSD e UPF.

O Partido Socialista considera que estas propostas são «inoportunas» e foram conhecidas com «espanto». O PS afirma ter «sérias reservas quanto ao argumento de que a tesouraria da câmara se irá ressentir da falta desta receita, tendo em conta que regista saldos de tesouraria milionários e que a sua divida bancária é nula».