O movimento independente Unir Para Fazer (UPF) refere, em comunicado, «preocupação relativamente à utilização do website oficial do Município de Ílhavo para a divulgação de uma plataforma denominada “Roteirómetro”, criada pela maioria PSD que lidera o executivo municipal, com o objetivo assumido de acompanhar o cumprimento das suas promessas eleitorais».
Apesar de considerar a iniciativa do Executivo um «exercício de transparência», o UPF entende que a «utilização de um canal institucional do Município para promover uma ferramenta de natureza claramente partidária levanta sérias dúvidas do ponto de vista legal e, sobretudo, ético». Lê-se também que a situação se traduz numa «confusão inaceitável entre o que é a instituição Município de Ílhavo e o que é a atividade político-partidária do PSD, prolongando a campanha eleitoral para dentro do espaço institucional».
O UPF repara também que a iniciativa do Executivo, que marca os 100 primeiros dias de mandato, tem «um cariz nitidamente partidário» e que o projeto “Ílhavo Cuida”, com apresentação no mesmo local, ainda carece de aprovação.
O movimento revela que, em relação ao “Ílhavo Cuida”, votou favoravelmente o envio do regulamento para discussão pública, tendo apresentado «reservas significativas quanto à sua eficácia e ao impacto que a sua aplicação poderá ter no funcionamento da estrutura municipal e na comunidade ilhavense». Relembra-se ainda que «os cidadãos mais vulneráveis já se encontram salvaguardados por diversos mecanismos em vigor».
Sobre a “Carta de Bordo” para a Educação, tornada pública pelo Executivo em 25 de janeiro, o UPF diz que «o documento apresentado não evidenciou qualquer orientação estratégica nova, reunindo iniciativas que já integram, em alguns casos há vários anos, a atividade regular do Município ao longo do ano». Aponta-se também o «aparato criado em torno da apresentação», que teve a presença do Ministro da Educação, «ausência de conteúdo diferenciador» e «utilização desproporcionada da comunicação institucional para efeitos de promoção política».
O UPF pede «respeito pelas instituições, pela legalidade e pela ética no exercício de funções públicas» e exige que as «funções inerentes ao cargo de Presidente da Câmara não se confundam com a militância partidária».





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