Inês Bernardo (Foto: Pedro Jafuno)

(excerto)

Foi no passado dia 10 de março que uma das salas da Biblioteca Palácio das Galveias, em Lisboa, encheu para receber Inês Bernardo e a apresentação do seu primeiro romance “Agarrar a Faca pelo Gume”. Caracterizada pela editora Tinta da China como «nova escritora», O Ilhavense foi ao seu encontro.

Natural de Ílhavo, onde nasceu em 1983, Inês Bernardo, que já era profundamente ligada à literatura mesmo antes de se tornar escritora, confessa a’O Ilhavense que «o cheiro dos livros é sempre irresistível» e que ler é «em papel, sempre».

Cresceu na Margem Sul do Tejo, mas regressou a Ílhavo para frequentar o Ensino Secundário. Depois, mais uma mudança, desta vez para o Porto, onde se formou em Jornalismo e Ciências da Comunicação. Trabalhou em projetos de rádio, televisão, imprensa e cinema, mas também se aventurou na produção de música e moda. Pelo meio, apresenta há cerca de uma década o podcast Biblioteca de Bolso, com José Mário Silva, por onde já passaram personalidades renomadas, como Irene Flunser Pimentel, Sérgio Godinho, Nuno Artur Silva, Martim Sousa Tavares, entre outros – 138 episódios na altura em que publicamos esta peça.

A acompanhar todo este percurso, «houve sempre um grande gosto pela leitura e pela escrita», diz. Mas então, por que demorou tanto tempo para avançar com um título seu? Inês Bernardo lembra-nos que «os livros, tal como os filhos, têm o seu tempo certo para nascer». Sem esquecer que é tão ligada a livros e a autores, repara que realmente «demorei mais do que a média». «Mas haverá média sequer?», interpela-se a si própria. No entanto, afirma que «a principal razão prende-se com a minha exigência em relação ao que escrevo».

Leia o texto completo n’O Ilhavense, nº 1394, de 1 de abril 2026,
nas bancas do município.
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