Acácio Pinto vai apresentar, no dia 3 de julho, às 18 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, o seu romance histórico-biográfico “Um Republicano na Mira da PIDE”.

Trata-se de uma obra inspirada na vida de Júlio Calisto, advogado, republicano e um dos mais destacados opositores ao Estado Novo em Ílhavo, onde viveu, e na região de Aveiro.

A sessão contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Rui Dias, e do Presidente da Câmara Municipal de Sátão, Alexandre Vaz, concelho onde nasceu a figura que inspira o romance. A apresentação da obra será feita por João Bernardo, professor de Ílhavo, estando igualmente previsto um momento musical pelo cantor e compositor Vieira da Silva.

A publicação surge num ano particularmente simbólico para a memória de Júlio Calisto, uma vez que em 2026 se assinalam os cem anos da sua passagem pela presidência da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ílhavo.

Nascido a 23 de agosto de 1897, no Tojal, freguesia de Vila de Igreja, concelho de Sátão, Júlio Calisto viria a tornar-se uma das figuras mais marcantes da oposição democrática ao regime liderado por António de Oliveira Salazar. Ao longo de décadas, participou ativamente na luta contra a ditadura, enfrentando perseguições políticas, vigilância e prisão, sem nunca abdicar dos seus ideais republicanos e democráticos.

Em “Um Republicano na Mira da PIDE”, Acácio Pinto recupera a trajetória humana, política e cívica de uma personalidade que marcou a história de Ílhavo e da região de Aveiro. Através da recriação literária de episódios inspirados em factos reais, o autor
conduz os leitores por um período particularmente conturbado da história portuguesa, marcado pela repressão política, pela resistência democrática e pela defesa da liberdade.

O romance evoca igualmente a ação de um vasto conjunto de oposicionistas que, ao lado de Júlio Calisto, enfrentaram o regime, entre os quais Mário Sacramento, Manuel das Neves, Costa e Melo, Eduarda Senos, Joaquim Rodrigues da Silva, Álvaro Seiça Neves, João Sarabando, Carlos Candal, José Gouveia, Sizenando Ribeiro Cunha, Manuel Pato, Alfredo Magalhães, Virgílio Pereira da Silva, Armando Seabra, Oliveira e Silva e tantos outros.

Segundo o autor, a obra pretende contribuir para preservar a memória de homens e mulheres que lutaram pela Democracia em Portugal, dando a conhecer às novas gerações percursos de vida que não devem ser esquecidos.