O Museu Marítimo de Ílhavo celebrou o seu 89.º aniversário com um programa que decorreu nos dias 7 e 8 de agosto. A data foi assinalada com a apresentação do livro “A Pesca do Bacalhau na Gronelândia: um território por explorar”, a exibição do filme “Pescadores portugueses na Gronelândia” e a inauguração da exposição “A arte que veio pelo Mar”, patente no Centro de Religiosidade Marítima.
Destaque ainda para a habitual oferta, por parte dos Amigos do Museu, para enriquecer o espólio. Este ano, a oferta consistiu em duas obras que, segundo a autarquia, «retratam a relação umbilical do território ilhavense com a Ria de Aveiro».
A primeira é “Barcos moliceiros – Aveiro”, de Jaime Isidoro (1924–2009), realizada em 1946, em óleo sobre contraplacado, assinada. A obra representa precisamente moliceiros da Ria de Aveiro, correspondendo à primeira fase figurativa de Jaime Isidoro, nos anos 1940 e início dos anos 1950. Nessa fase, a paisagem e a figura ocupavam um lugar central na sua pintura, antes da evolução posterior para soluções mais abstratas. A segunda é “Marinha”, de Tomaz de Mello Júnior, pintor dos séculos XIX e XX. A obra, a óleo e assinada, tem como destaque o que se perspetiva ser uma bateira ílhava.
Mais na próxima edição d’O Ilhavense, de 15 de agosto de 2026.










