Foto: CM Ílhavo

Depois de o PS/Ílhavo ter proposto o alargamento da vigilância nas praias para além da época balnear devido, por exemplo, aos dias de calor que se fazem sentir em meses como setembro e outubro, o Presidente da Câmara, Rui Dias, veio a público, via comunicado, apontar «alarmismo» por parte dos socialistas.

O Executivo Municipal «considera legítimo e desejável o debate político sobre a segurança das praias» e que «a segurança das pessoas não é matéria para disputas partidárias», reiterando que «qualquer proposta que contribua efetivamente para reforçar a prevenção e a capacidade de resposta deve ser analisada com seriedade». Contudo, Rui Dias «exige também rigor, responsabilidade e conhecimento da realidade», pois é com «estranheza» que o autarca vê o PS apresentar «como uma necessidade futura uma resposta que já existe no Município de Ílhavo e que é do conhecimento dos eleitos municipais». Rui Dias afirma que «essa informação foi prestada na reunião de segunda-feira da sessão ordinária de setembro da Assembleia Municipal».

O Presidente da Câmara refere ainda que «a segurança das pessoas merece mais do que alarmismo político» e «quando o PS Ílhavo apresenta como proposta aquilo que sabe já existir, não está a esclarecer os cidadãos: está a criar uma perceção errada e alarmante sobre a realidade».

De acordo com o veiculado pela Câmara, existe uma estratégia, plano e dispositivo de vigilância ajustado ao risco e à previsão de afluência nos períodos fora da época balnear. É adiantado que este mecanismo esteve sempre delineado e coordenado entre ResgatÍlhavo e Capitania do Porto de Aveiro através do Executivo e do Gabinete de Proteção Civil Municipal.

No mesmo comunicado, é frisado que o Município tem vindo a trabalhar com a ResgatÍlhavo, a Autoridade Marítima, os concessionários e a Proteção Civil Municipal para adequar a resposta às circunstâncias concretas, em vez de fazer depender a segurança exclusivamente de uma data inscrita no calendário, que em 2026 foi de 13 de junho a 13 de setembro.

Assegura-se ainda que existe atualmente um dispositivo preparado e operacional que permite assegurar vigilância aos fins de semana e feriados, fora da época balnear, acionando os meios adequados e proporcionais em função do nível de risco, das previsões meteorológicas e marítimas e da afluência previsível às praias. «Foi exatamente este o esclarecimento prestado pelo Executivo Municipal na reunião da Assembleia Municipal de segunda-feira», avisa Rui Dias no comunicado assinado por si.