No âmbito das comemorações dos 50 anos do Poder Local Democrático, a Comissão Eventual dedicada a esta iniciativa, com ligação à Assembleia Municipal de Ílhavo (AMI), está a criar uma Cápsula do Tempo destinada a guardar memórias, documentos, fotografias e palavras das pessoas que vivem Ílhavo em 2026.
A recolha dos testemunhos começa a 15 de outubro e decorrerá até ao final de 2026 nas Juntas de Freguesia do município. A cápsula, que ficará à guarda da Assembleia Municipal, será aberta a 12 de dezembro de 2076, na passagem dos 100 anos do Poder Local.
A iniciativa pretende deixar às gerações futuras um retrato do município neste momento da sua história, «criando uma ponte entre quem hoje constrói a comunidade e aqueles que, daqui a 50 anos, irão abrir esta cápsula», refere a AMI.
Antigos e atuais autarcas, membros da Assembleia Municipal Jovem, cidadãos das diferentes freguesias, jovens, seniores, associações, instituições e todos aqueles que queiram participar são convidados a responder, em texto manuscrito, a uma ou mais das seguintes questões:
– O que representa o Poder Local para si?
– Que futuro imagina para o Município de Ílhavo?
– Que mensagem gostaria de deixar às futuras gerações?
– Que valores devem continuar a orientar o Poder Local?
Cada mensagem deverá ser colocada num envelope fechado e será guardada na Cápsula do Tempo, que contará também com documentação institucional e outros elementos que permitam contextualizar Ílhavo em 2026, incluindo o programa e o cartaz das comemorações, registos fotográficos, informação sobre os órgãos autárquicos em funções, fotografias do concelho e outros documentos representativos deste momento.
A iniciativa conta com a colaboração dos órgãos de comunicação social do município (O Ilhavense, O Timoneiro e a Rádio Terranova). A AMI afirma que «esta colaboração assume particular significado, uma vez que também os órgãos de comunicação social locais fazem parte da história e da memória do município, constituindo importantes testemunhos da vida da comunidade ao longo das últimas décadas».











