Há um lugar-comum que nunca é demais repetir: a violência não deve ter espaço na sociedade. Ainda que a sua ausência seja um feito relativamente recente – todos nos lembramos de como a violência e a guerra fizeram parte dos alicerces da sociedade europeia contemporânea – é ponto assente que estamos muito melhor assim. Sendo o desporto o exemplo maior da integridade individual e coletiva, a violência é-lhe sempre um corpo estranho. «Atividade que se faz por diversão ou entretenimento» diz o dicionário online Priberam. Exemplo saudável da competição entre semelhantes, escola de mulheres e homens, modelo para crianças. Outra definição possível.

O problema da violência é um problema do Estado.

É ao Estado que cabe evitar casos como os que temos visto ultimamente. Não sei se será necessária a criação de uma entidade que se dedique à prevenção da violência no desporto, mas parece-me certo que algo deverá ser feito. Sem constrangimentos ideológicos, já que, em 2013, se pretendeu melhorar a lei de 2009 e tornar mais funcional, por exemplo, a interdição a estádios, agravar as sanções e tornar obrigatória a identificação dos membros dos grupos de adeptos a que se convencionou chamar de “claques”. Na altura – em 2013 – Laurentino Dias, Miguel Tiago e Cecília Honório desconsideraram o que, já à época, parecia ser evidente: o caminho que se estava a trilhar necessitava da atenção. A realidade não lhes deu razão. Entretanto houve mortes e os feridos continuaram a aparecer.

O caso particular que deu origem a estas linhas tem, contudo, um indivíduo completamente desqualificado como agente provocador.

Leia o artigo completo na edição em papel.

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