Senos da Fonseca lança “Os Últimos Terranovas Portugueses”

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“Os Últimos Terranovas Portugueses”, uma grande História da Pesca do Bacalhau. Uma obra, fruto amadurecido de uma vida de observação, auscultação, pesquisa e estudo. A resenha de uma paixão que viveu com o autor, Senos da Fonseca, desde tenra idade. Ao longo das suas quinhentas e oitenta e quatro páginas ajaezadas por cerca de seiscentas fotografias, fruto de uma extensa investigação, percorremos dez séculos do historial dessa grande saga que se dá pelo nome de Faina Maior.

O lançamento desta nova obra está marcado para o próximo dia 22 de abril pelas 17 horas no Auditório do MMI, sendo integrado nas cerimónias do Dia do Feriado Municipal de Ílhavo.

Tendo como ponto de partida, a chegada dos Norses às longínquas e desconhecidas paragens do Atlântico Norte, no Séc. X, o trabalho documenta, depois, (Séc. XV), a descoberta e o batismo dos Bancos, ricos em espécies piscícolas, então vitais, e por isso procuradas, em primeira mão pelos portugueses e bascos, logo seguidos pelos franceses e ingleses. Locais estes onde os lusos fixaram, nesses primeiros tempos, os métodos de pesca então usados: em bases fixas ou à deriva. Ao tempo em que o cabo elástico permitia o fundeio dos navios de então deu-se, também, o aparecimento dessa minúscula mas valente embarcação, o dóri, que permitiu a pesca fundeada nos Bancos, como a conhecemos até ao Séc. XX.

O livro encerra em si a expulsão dos portugueses dos Bancos (Séc. XVI/XVII), consequência das lutas francoinglesas, e à repercussão das mesmas no domínio filipino no nosso país, e consequentemente o regresso àquelas paragens, nação livre, no Séc. XIX. De novo partiam esperançados que ali estaria forte aconchego para as nossas depauperadas finanças, exauridas por um Império em fim de exploração.

(Ler mais na edição em papel)

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