Mais de uma centena de doações enriquecem espólio do Museu Marítimo

As peças doadas constituem “a maior e mais significativa doação efetuada ao Museu desde os tempos da exposição da “Faina Maior”, na década de 1990.

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O Museu Marítimo de Ílhavo integrou recentemente no seu espólio 147 doações de três importantes artistas plásticos. Em comum, as obras têm a “grande relevância artística e patrimonial” das obras e o tema: o mar.

Cândido Teles, Maria Gabriel e Hector Zamora são três artistas plásticos contemporâneos que interpretam o mar com técnicas e sensibilidades distintas. Em Cândido Teles, “identificamo-lo na abordagem que faz das praias e das gentes da Vagueira e da Costa Nova ou nas paisagens lagunares da Ria de Aveiro, em que a luz é retratada de forma perfeita”. A artista Maria Gabriel “traz-nos as inconstâncias e tragédias da reinterpretação da História Trágico-marítima, que serviu de inspiração a outros artistas contemporâneos”. Por fim, a irreverência do mexicano Hector Zamora, um artista de grande prestígio internacional, expressa-se “nas interpretações que faz do mar através dos destroços de uma embarcação”.

O Museu Marítimo de Ílhavo destaca a “grande generosidade da família de Cândido Teles” ao doar 121 pinturas a óleo do primeiro período pictórico do artista ilhavense. Também de “grande importância” é a doação de 25 pinturas e desenhos da exposição “O Sonho do Mar” de Maria Gabriel, exposição essa que foi estendida até ao dia 3 de novembro, continuando patente na Sala de Exposições Temporárias do Museu Marítimo de Ílhavo.

Por último, a modernidade de Hector Zamora traz-nos “Sr.ª do Cabo – Ordem e Progresso”, uma instalação com destroços de barco e peça áudio, produzidas em 2017 no âmbito da exposição “Ordem e Progresso” exibida no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa.

Estas doações serão alvo de exposição pública no Museu Marítimo de Ílhavo, que, no caso de “O Sonho do Mar” de Maria Gabriela já acontece até ao início do próximo mês. Está previsto que as pinturas de Cândido Teles assinalem a celebração do 83º aniversário do Museu, em agosto de 2020. No que respeita à instalação de Hector Zamora, estará em exposição a partir de 21 de março do próximo ano.

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