Contador de Histórias

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Trezentos e sessenta e cinco dias passaram e assim se concluiu mais um ano!

Para trás deixámos decisões e indecisões, alegrias e angústias, ganhos e perdas, certezas e incertezas. Passámos a meia-noite sozinhos, com a família, rodeados de estranhos. Em casa, na rua, na praia, num bar, num restaurante, a dormir. Enquanto aguardávamos as doze badaladas.

Para os tradicionalistas a entrada num novo ano tem regras. Doze passas na mão, uma taça de champanhe, cuecas azuis, saltar para cima de uma cadeira ou para a frente com o pé direito ou simplesmente saltar onde estamos tentando manter o já parco equilíbrio. Cada badalada uma passa, um desejo. Prometemos fazer o que não fizemos e pedimos o que nunca tivemos.

2019 acabou!

Abre-se um novo livro em branco com uma página mais e com o título “2020”, com ele iniciamos um novo ciclo, uma nova etapa que esperamos próspera.

Trezentos e sessenta e seis dias.

Cada mês é um capítulo. Cada dia, uma história. Cada hora, uma escolha. Cada minuto, um suspiro. Cada noite, uma memória.

Acredito que não podemos desistir dos nossos sonhos, que devemos deixar para trás tudo o que é tóxico, manter o espírito aberto, contornar as contrariedades que a vida eventualmente nos continuará a atirar, mas acima de tudo é nossa obrigação manter viva a memória de quem nos antecedeu e dar a conhecer a sua história às gerações futuras. Até porque em Ílhavo, cada Avenida, Rua, Travessa, Praceta, Largo, Beco, Viela, Caminho, Estrada, Calçada, Parque, Ponte, tem a sua história e a história de cada um dos Ilhavenses.

Das conversas de ocasião, dos encontros de família, dos recortes de jornais, de livros, das minhas próprias recordações continuarei a fazer aquilo a que me propus, contar os feitos dos Gomes, dos Oliveira Vidal, dos Barreto, de toda a minha família e da sua relação com esta cidade. Porque sei que gostariam que o fizesse. Porque lhes devo isso. Porque quero saber mais.
Farei a minha parte através de pequenos contos e terei uma participação mais activa na vida desta cidade.

Aproveito para desejar a todos os ilhavenses que aqui vivem e a todos os que se encontram espalhados pelo Mundo, um 2020 repleto de harmonia com os meus mais sinceros desejos de que o caminho para o centenário d’O Ilhavense seja marcado com o crescimento dos seus leitores.

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