“Se não tivesse tido essa experiência em Ílhavo dificilmente assumiria este cargo”

Antigo diretor e consultor do Museu Marítimo de Ílhavo é o novo diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

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Álvaro Garrido é, desde o passado dia 20 de fevereiro, diretor da FEUC – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Uma nova etapa na vida académica e pessoal do antigo diretor e consultor do Museu Marítimo de Ílhavo que o mesmo encara como “uma grande responsabilidade e um grande desafio”.

Para a decisão de se candidatar à liderança da FEUC pesou o facto de ter atingido o topo da carreira – Álvaro Garrido é professor catedrático – bem como a experiência adquirida nos 18 anos que esteve ligado ao museu ilhavense. É o próprio que o assume: “A experiência única que tive como diretor e consultor do Museu Marítimo de Ílhavo deu-me uma tarimba institucional e política que é indissociável desta decisão”. “Se não tivesse tido essa experiência em Ílhavo dificilmente assumiria este cargo”, acrescenta.

Recorde-se que Álvaro Garrido é licenciado em História e mestre em História Contemporânea de Portugal pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorado em Estruturas Sociais da Economia e História Económica pela Faculdade de Economia da mesma academia. Com vasta obra publicada, Garrido é investigador do CEIS20 – Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – da Universidade de Coimbra e tem dedicado os seus estudos a temas como o corporativismo, as pescas e a economia do mar numa perspetiva histórica.

Por cá, conhecemo-lo, principalmente, por ter ocupado os cargos de diretor e, mais tarde, consultor do Museu Marítimo de Ílhavo, cargo que deixou em dezembro de 2019.

Apesar das novas funções enquanto diretor da FEUC, é de antever que, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, Álvaro Garrido continue a ser consultado por jornalistas e investigadores sempre que o tema for a história da faina maior. Mas o historiador não se importa: “É um tema que se colou à minha pele e à minha alma e ao qual espero ainda dedicar algum tempo da minha investigação”, admite Garrido.

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