Cidade da Gafanha da Nazaré assinalou 19.º aniversário

Elevação aconteceu a 19 de abril de 2001. Este ano, por força da pandemia, não houve festa, mas Câmara Municipal e Junta de Freguesia não deixaram de assinalar a data.

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Ao contrário de todos os outros anos, fruto do surto pandémico da Covid-19, não houve hastear das bandeiras, nem visitas. A Gafanha da Nazaré celebrou, no passado dia 19 de abril, o 19.º aniversário da sua elevação a cidade, e apesar da ausência de festa, não deixou de ter direito aos votos de parabéns. “São duas décadas de dinâmicas e progressos que alteraram substancialmente a freguesia, sendo fácil recorrer à memória coletiva para se perceber o que era a Gafanha da Nazaré há cerca de 20 anos e o que é hoje, não sendo necessário ir mais longe”, destacou a Câmara Municipal de Ílhavo, numa nota pública de felicitação. 

Nessa comparação entre “o antes” e “o depois”, destaca-se, o facto de ter ficado garantida “a cobertura total da rede de saneamento na freguesia”, a edição de “um importante pólo cultural, com a construção da Fábrica das Ideias e a sua envolvente”, e os investimentos no parque escolar. A autarquia ilhavense aponta, ainda, a implementação, no âmbito do programa Wi-Faina, “de pontos de acesso gratuitos à internet junto à Fábrica das Ideias, na Praia da Barra e no Jardim Oudinot”.

“Por outro lado, a requalificação urbana e a mobilidade mereceram, e continuam a merecer, uma especial atenção e preocupação por parte da Câmara Municipal: nestes dois últimos anos, cerca de três milhões de euros foram investidos no Nó de Acesso às Praias, na requalificação da Av. Fernão de Magalhães e nos arruamentos envolventes a esta avenida e à Escola da Barra. Além disso, importa ainda referir a requalificação da Rua Comendador Egas Salgueiro e a conclusão do corredor ciclável da cintura urbana (Bresfor – Ponte da Barra)”, fez, também, questão de evidenciar a edilidade. 

Carlos Rocha também lembra a obra feita

Também o presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, Carlos Rocha, fez questão de lembrar o trabalho realizado ao longo deste último ano. “Em obras mais pequenas temos criado redes pluviais, assumimos de pleno a limpeza das bermas (área não concessionada aos serviços de limpeza urbanos) sem herbicidas, porque somos uma Eco Freguesia e porque as boas práticas, apesar de mais morosas e dispendiosas, são para levar a sério”, introduz.

“Trabalhamos muito no cemitério, refazemos passeios, disponibilizamos muito do nosso tempo com as instituições parceiras nas suas atividades, respondendo de forma assertiva a muitos dos aspetos logísticos das mesmas, e concluímos uma vez mais as obras do interadministrativo: a pavimentação da Travessa da Ria na Praia da Barra, o arranjo do Gaveto da Av. João Côrte-Real na Praia da Barra e a obra de requalificação do triângulo da Rua Professor Oliveira”, acrescentou o autarca. 

No que toca ao trabalho já realizado, Carlos Rocha faz ainda questão de destacar esse “marco muito relevante” que foi a homenagem à “já saudosa e campeoníssima Teresa Machado”, ao proporcionar, em conjunto com a Escola Secundária, a atribuição do seu nome ao pavilhão da mesma. 

De olhos postos no futuro

Caso a pandemia o permita, a Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré irá avançar com “um conjunto de obras à sua dimensão, mas não menos importantes”. “Vamos requalificar o Mercado Municipal, vamos continuar a fazer pequenos troços de passeios, em algumas ruas da cidade, vamos repavimentar uma área significativa do cemitério, acompanhada esta obra, de outras pequenas intervenções, que esperamos lhe confiram ainda mais dignidade”, exemplificou.

“Continuaremos a trabalhar fortemente na área do ambiente, para que continuemos a merecer o desiderato de Eco-Freguesia, sinal das nossas boas apostas sustentáveis para esta causa tão importante. Trataremos bem os nossos parceiros ao mais diverso nível e não deixaremos de ter as pessoas como nosso primeiro objetivo”, vincou, ainda, Carlos Rocha, fazendo votos de que a 19 de abril de 2021, a Gafanha da Nazaré possa comemorar 20 anos de cidade, com a dignidade “que o momento justifica”.

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