Foto: CMI

Cerca de 13 mil pessoas visitaram a primeira edição da Festa do Pão de Vale de Ílhavo, que começou no dia 19 de março e terminou no último fim-de-semana, em vários locais do município, com destaque para os eventos realizados no Jardim Henriqueta Maia.

Nas palavras do presidente da Câmara, João Campolargo, a iniciativa cumpriu o objetivo de “promover, valorizar e defender o pão de Vale de Ílhavo, como um património imaterial que representa a parte viva de uma memória e cultura coletivas, que urge proteger para que o saber tradicional não se extinga”.

No fim-de-semana passado, a festa centrou-se no centro da cidade, no Jardim Henriqueta Maia, onde as padeiras e as moagens de Vale de Ílhavo apresentaram os seus melhores produtos. Com as padas e os folares a esgotarem rapidamente, mais de 5.000 pães recheados com chouriço, bacalhau ou bifana, cozidos em forno de lenha, foram vendidos ao longo de dois dias repletos de espetáculos, oficinas e performances, destacando-se a batida dos “Toca Baldar”, a investida dos Cardadores e o regresso aos palcos do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que encerrou a festa.

Pelo Festival do Pão de Vale de Ílhavo, que já tinha começado no dia 19 de março, passou o espetáculo “MM.Mesa-Masseira”, desenvolvido com a comunidade com o mote nos sons e nas memórias do Vale de Ílhavo, juntando em palco padeiras e o grupo de percussão “Toca Baldar” em duas performances: uma na Moagem Grave, em Vale de Ílhavo, e outra na Casa Gafanhoa, na Gafanha da Nazaré.

O dia 24 de março foi dedicado ao serviço educativo escolar em torno do ciclo do Pão de Vale de Ílhavo, com a presença de turmas do 1.º ciclo do ensino básico do município, e uma sessão formativa dirigida à turma do Curso Profissional de Cozinha da Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes.

A 25 de março, o público sénior juntou-se à festa com diversas atividades durante todo o dia, destacando-se uma oficina de folclore e a segunda edição do concurso “A minha pada é melhor que a tua”. A tarde terminou com a edição especial sobre as Padeiras, no âmbito do projeto “Se esta rua fosse minha”, acompanhada ao som do Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré. Nessa noite, a “Porta Aberta”, na sede da Associação Cultural e Recreativa “Os Baldas”, em Vale de Ílhavo, juntou famílias e amigos para uma oficina do pão, acompanhada por uma sessão de contos.

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