Realizou-se ontem a primeira sessão do ciclo ‘A Fazer Tertúlias’, promovido pelo movimento Unir para Fazer (UpF), dedicada à centralidade da Gafanha da Nazaré.
Marcaram presença cerca de três dezenas de pessoas, confirmando «o interesse da população em discutir o futuro da cidade e em contribuir ativamente para a definição de uma nova dinâmica para a Gafanha da Nazaré e para o seu centro urbano», considera o UpF em comunicado.
Durante a tertúlia foi destacado o trabalho desenvolvido no último mandato, liderado por João Campolargo, nomeadamente os investimentos realizados pela Câmara Municipal superiores a 200 mil euros, que permitiram a aquisição de mais de 10.000m² na envolvente do cemitério.
Estes investimentos tinham como objetivos a expansão daquele espaço, a criação de uma ligação pedonal entre o Jardim 31 de Agosto e o Mercado da Gafanha da Nazaré, a criação de novos estacionamentos, bem como a regularização dos terrenos onde se encontra instalado o armazém da Junta de Freguesia.
Ao longo da discussão ficou também evidente a preocupação da população perante a possibilidade de interrupção do trabalho participativo que foi desenvolvido, envolvendo associações locais, Porto de Aveiro, GNR, Junta de Freguesia e a comunidade em geral.
«A troca de ideias reforçou a vontade da população em construir uma cidade mais moderna, segura e conectada, com espaços públicos articulados entre si, novas zonas verdes, soluções de estacionamento mais adequadas, melhores condições de segurança para peões e ciclistas, novas frentes urbanas e uma ligação qualificada entre o Jardim 31 de Agosto e outros pontos importantes, como a Escola Secundária, o Mercado, a Junta de Freguesia e a Escola Prof. Fernando Martins», refere o UpF, explicando que «os participantes manifestaram a vontade de ver nascer um centro urbano diferente, mais seguro e adaptado às exigências contemporâneas», ao mesmo tempo que «foi também expressa apreensão relativamente às posições assumidas pela atual maioria do PSD, perante sinais de desvalorização do trabalho técnico e participativo desenvolvido nos últimos anos». «Entre os participantes esteve presente a preocupação de que se possa regressar a uma lógica de decisões tomadas sem planeamento estratégico consistente, assentes em abordagens informais, em vez de políticas públicas construídas com envolvimento da comunidade», considerou em comunicado.
Segundo o Unir Para Fazer, a sessão terminou com uma reflexão: «é difícil compreender que um trabalho estruturado, participado e pensado para o futuro da cidade possa ser desvalorizado apenas por não ter sido desenvolvido no tempo da governação PSD».
«O futuro da Gafanha da Nazaré não pode ficar condicionado por vaidades políticas, nem pelo receio de dar continuidade a projetos apenas por terem sido iniciados por outros. A construção de políticas públicas exige visão, responsabilidade e coragem para colocar os interesses da população acima das disputas partidárias», conclui o UpF.










