No primeiro trimestre de 2026, o volume de negócios consolidado do Grupo Vista Alegre situou-se em 34,5 milhões de euros, registando uma diminuição de 4,9% face aos 36,3 milhões de euros alcançados no mesmo período de 2025.
Esta redução é explicada maioritariamente por efeitos temporais associados ao diferimento de alguns projetos B2B de grés e cristal para trimestres seguintes.
Excluindo estes efeitos pontuais, a procura manteve-se resiliente, com destaque para o crescimento das vendas de marca própria e retalho, que continuaram a ganhar relevância no mix de negócio.
Ao nível dos diferentes segmentos, a faiança apresentou um desempenho positivo, com vendas de 4,9 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 11,2%. A porcelana e complementares atingiram 10,7 milhões de euros, ligeiramente abaixo do período homólogo (-1,0%).
O cristal e vidro e o grés tiveram uma redução de 23,1% e 7,6%, respetivamente.
Apesar da redução do volume de negócios, o grupo registou uma evolução positiva dos principais indicadores de rentabilidade, refletindo a melhoria da eficiência operacional alcançada ao longo dos últimos trimestres. Para este desempenho contribuíram diversos investimentos realizados com o objetivo de otimizar os consumos de gás natural e eletricidade nas diferentes unidades industriais, reforçando a competitividade e a resiliência operacional do grupo.
No final de março de 2026, o Grupo Vista Alegre alcançou um EBITDA de cerca de 7 milhões de euros, representando um crescimento de 5,4% face aos 6,6 milhões de euros registados no mesmo período de 2025. A margem EBITDA evoluiu para 20,2%, confirmando a capacidade do grupo para melhorar a rentabilidade mesmo num contexto de menor atividade. Estes resultados assumem particular relevância tendo em conta o impacto adverso provocado pelo aumento do custo do gás natural durante o mês de março, decorrente do agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e do conflito envolvendo o Irão, que pressionou significativamente os custos energéticos.
O resultado operacional ascendeu a 3,3 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 5,6% face ao primeiro trimestre de 2025. A margem operacional melhorou para 9,4%, comparativamente a 8,5% no período homólogo, evidenciando a contínua melhoria da performance operacional e a eficácia das medidas de otimização implementadas.
O resultado líquido atingiu 1,3 milhões de euros, superando o valor registado no primeiro trimestre de 2025 e traduzindo-se num crescimento expressivo de 29,5%.










