(excerto)
Álvaro Garrido é professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e, enquanto investigador, tem dedicado a sua vida à história económica, em particular à pesca do bacalhau no contexto do corporativismo do Estado Novo. Foi diretor do Museu Marítimo de Ílhavo entre 2003 e 2018 e mantém com a memória do bacalhau um diálogo apaixonado. Assinou, em 2026, a obra “Bacalhau: Um sabor português. Uma história global”, editada pela Leya e pelo Grupo Jerónimo Martins.
Tem dedicado boa parte da sua atividade a investigar o fenómeno do bacalhau em várias dimensões. Esta obra pode ser lida como uma espécie de súmula ou culminar desse percurso?
Este livro resultou de um desafio do Grupo Jerónimo Martins para que escrevesse uma obra cultural acerca do bacalhau, que é um produto que ocupa um lugar de destaque no volume de vendas do grupo.
Como já tinha navegado muito este tema, entendi que seria uma oportunidade para fazer uma síntese acessível ao grande público, numa perspetiva de História Global, procurando salientar a dimensão precocemente global do bacalhau enquanto produto transatlântico, que ligou o mundo Mediterrâneo, Europa do Sul e Meridional, com a América do Norte, e procurar demonstrar do ponto de vista da história económica, mas com um fundo cultural acessível a um leitor não especializado, de que modo é que o bacalhau se tornou, desde a época moderna, um produto alvo de um negócio mercantil, capitalista, transatlântico, mediado por redes muitíssimo importantes, que puseram em cena várias regiões do globo, zonas costeiras, cidades e comunidades locais.
Leia a entrevista completa n’O Ilhavense,
nº 1401, de 15 de julho de 2026,
nas bancas do município.
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