No fim de semana passado foram realizadas ações de recolha de informação de recenseamento de tráfego nas praias da Costa Nova e da Barra, no âmbito dos instrumentos previstos no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).

As contagens de tráfego e os inquéritos realizados são ferramentas técnicas que permitirão, de forma sólida e sustentada, avaliar possíveis soluções que minimizem ou diminuam os constrangimentos na acessibilidade às praias da Costa Nova do Prado e da Barra, concretamente no período do verão. Desta forma, futuras decisões e opções de políticas de mobilidade tornam-se mais estruturadas, robustas e fundamentadas, excluindo-se a sustentação em meras perceções empíricas que fragilizem ou condicionem decisões.

A informação recolhida, para além do volume de tráfego e as suas oscilações durante o dia, permite compreender as horas de maior concentração de procura (hora de chegada e de partida), as zonas ou áreas residenciais, a taxa de ocupação nos veículos e as tipologias dos veículos (ligeiros, mercadorias, passageiros, etc.) e os motivos das deslocações (peso dos residentes, cargas e descargas, atividade comercial, e visitantes balneares/turismo). Os inquéritos contemplam ainda avaliações sobre a propensão para mudar de modo de transporte e uma potencial adesão a medidas já preconizadas no âmbito do PMUS, relativamente aos espaços balneares.

Apesar de existirem alguns dados sobre deslocações, por exemplo: dados do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Câmara Municipal pretende que esta tipologia de recenseamento de tráfego e de mobilidade agregue os dados (contagem e inquérito), permitindo conhecer as principais dinâmicas da procura e, simultaneamente, compreender as necessidades de mobilidade.

Para o Executivo Municipal o principal desafio não é produzir anúncios de hipotéticas propostas de intervenção, mas encontrar soluções que sejam fundamentadas em dados quantitativos e apoiadas no conhecimento da realidade, como, por norma, o exige o rigor na gestão autárquica e na implementação de políticas públicas de mobilidade e acessibilidade, como por exemplo, entre muitas outras, as relacionadas com estacionamento, vias cicláveis e pedonais, transporte público, condicionamentos de acessos ou alterações da rede viária.