Teve lugar no passado dia 14 de julho, a bordo do Navio Hospital Gil Eannes em Viana do Castelo, a apresentação da obra em título, cerimónia que teve na sua abertura a intervenção do Cmdt. Lomba da Costa, anfitrião, administrador da Fundação Gil Eannes, que começaria por explicar que a edição deste livro assumida pela Fundação, vem no seguimento da política desta Instituição, à semelhança do que já aconteceu com os livros: João Álvares Fagundes – Um Homem dos Descobrimentos, de autoria do ilhavense Senos da Fonseca; o livro “A Frota Branca”, de JeanPierre Andrieux; exposição itinerante “Heróis que o tempo não apaga – Um dia a bordo de um lugre bacalhoeiro” baseada no filme com o mesmo nome, de Rui Bela; seguindo-se agora o Tomo I – A História e as Gentes; Tomo II – Os Lugres da Pesca à Linha;  Tomo III – Os Navios – Motor da Pesca à Linha e ainda o Tomo IV – Os Arrastões, todos sobre a mesma temática “A Pesca do Bacalhau, livro de autoria do Cap. João David Batel Marques, escrito em português e Inglês, verdadeira enciclopédia luso-brasileira, como o classificaria Lomba da Costa que nos deixou saber que esta “obra” sobre a temática das Pescas é composta por mais de 1200 páginas contendo cerca de 600 fotografias, sendo dividida por quatro tomos, um investimento de cerca de 100 mil euros, “obra” editada pela Fundação na mesma linha editorial que vem sendo seguida pela Fundação Gil Eannes que continua a apostar nesta linha editorial ligada à Pesca do Bacalhau, sendo que em novembro será editado um filme sobre a Campanha do Navio São Rui.

João David Batel Marques, ladeado por Valdemar Aveiro. Foto: Rui Bela

A apresentação do autor caberia ao Cap. Valdemar Aveiro que salientaria:

Este livro representa um verdadeiro arquivo do Registo Civil e nele poderá ler-se tudo sobre todos os navios a partir de 1640. O Cap. João David escreveu sobre Navios com entidade, uma enciclopédia, bíblia, “Obra” de referência, tudo o que lhe queiram chamar já que a grandiosidade deste livro comporta todos e os melhores adjectivos com que o queiram classificar…

Já das simples palavras do sobrinho do autor deste livro, António Bilelo, a melhor e mais completa referência que guardamos foi a de que, “quando o meu tio se sentava à mesa com a família, das suas conversas mais emocionantes parecia que o Mar entrara com ele pela sala adentro…

Já João David diria: “sinto-me em casa com tanta gente da minha terra aqui presente (com o salão repleto, mais de 90% dos presentes eram gente de Ílhavo). E sobre o seu apurado e soberbo trabalho revelaria:

“Só a ausência e o isolamento eram sacrifício… o resto era tudo , até as “tempestadezinhas” diria o comandante João Davide Batel que nos revelaria que os primeiros livros que tinha lido sobre a temática foram “A Campanha do Argus” e “Trabalhadores do Mar”, os seus livros de eleição, acrescentando que esta edição tem muito trabalho de pesquisa, leitura apurada de jornais, “O Pescador”, “O Ilhavense” o “Beira Mar”, “Diário do Lima”, entre outros que o formaram sobre o assunto versado na sua “obra”…

E como nota de referência diria ainda: «Fez ontem, 13 de Julho, precisamente um ano que, pela primeira vez, vim a esta Instituição apresentar o meu projecto que foi de imediato e extraordinariamente bem acolhido»…

Leia o artigo completo na edição em papel.

Correcção na edição de 01/08/2018:

Ainda a propósito desta notícia que desenvolvemos na edição anterior, impõe-se-nos, por uma questão de ética e reposição da verdade, a seguinte corrigenda:

Na sua intervenção, João David diria, mais exactamente: “sinto-me em casa com tanta gente da minha terra aqui presente (com o salão repleto, mais de 90% dos presentes eram gente de Ílhavo). E sobre o seu apurado e soberbo trabalho revelaria: “Só a ausência e o isolamento foram sacrifício, o resto foi tudo bom…

Já no que diz respeito à nota de presença na mesa da apresentação do livro, o nome da Senhora Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo é, mais exactamente, Maria José Guerreiro, não Loureiro como, por lapso, foi referido.

Aos visados e aos nossos leitores pedimos as nossas desculpas pelos lapsos, agradecendo, desde já, a sua compreensão e boa vontade em nos desculparem.
Aproveitamos ainda a oportunidade para agradecer ao autor, a oferta do Tomo I da sua “obra” que passa a fazer parte do espólio da Biblioteca de “O Ilhavense” que, desta forma, fica ainda muito mais rica.

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