São Salvador apresenta projeto de economia circular

O “Armazém do Faz Tudo”, em que “o que entra velho sai novo ou recondicionado”, deverá abrir portas no final do ano.

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AFONSO RÉ LAU

A Junta de Freguesia de São Salvador apresentou, no dia 5 de outubro, o projeto “JUNTAr+: Economia Circular em Freguesias”. Este projeto, apresentado ao Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, será desenvolvido nas instalações anexas ao Mercado Municipal de Ílhavo “de forma a renovar aquele espaço, tornando-o acolhedor e disponível a uma camada multigeracional”. Este espaço no Complexo do Mercado Municipal será alvo de várias modificações internas e externas de forma a albergar o “Armazém do Faz Tudo”, cujo lema primordial é “Recuperar para Circular”.

No “Armazém Faz Tudo”, materiais e ferramentas obsoletas do quotidiano (roupas, móveis, calçado, batedeiras, berbequins…) serão armazenados e recuperados numa mega oficina de modo a que possam ter nova vida.

Este espaço, gerido pela Junta de Freguesia de São Salvador, deverá ainda acolher workshops de mecânica, costura ou artes e grupos de tertúlia de associações de jovens e seniores ou associações recreativas. “Um espaço de renovação e criação” que se destina a “todos que o queiram frequentar” e que vai contar com o apoio de fornecedores, consultores, da Universidade de Aveiro, do Agrupamento de Escolas de Ílhavo, IPSS e centros de formação.

O objetivo é “dar utilidade àquele espaço e aos objetos do dia-a-dia que neste momento se vão amontoando nas casas das pessoas”, afirma João Campolargo. Com este projeto, o presidente da Junta de Freguesia de São Salvador pretende “levar este tema da transformação a todos – cidadãos, empresas, universidades, centros de investigação, organizações – para que sejamos uma freguesia cada vez mais amiga do ambiente e das pessoas”.

O “Armazém do Faz Tudo” pode também ser encarado como uma ferramenta complementar ao Ecocentro Municipal e ao projeto Eco-Escolas. Ambos têm tido “um papel fundamental na educação ambiental para a reciclagem” e na correta deposição de resíduos. Acontece que aqueles materiais não sofriam qualquer seleção, acabando por ser destruídos sem que lhes seja dada a oportunidade de ter mais vida além da que primeiramente lhes foi atribuída.

É aí que o “Armazém do Faz Tudo” pode fazer a diferença.

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