Mar atraiçoa jovem de 20 anos na praia da Barra

Encontrado corpo de jovem que desapareceu no mar, na Barra. Acidente ocorreu ao final da tarde do passado dia 12. Atendendo a que a época balnear só arranca em junho, a praia não estava vigiada.

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AFONSO RÉ LAU

O corpo do jovem que desapareceu há uma semana no mar, na praia da Barra, foi encontrado hoje, dia 19 de maio, cerca das 3h30, no Canal de Mira de Ria de Aveiro. O cadáver apareceu junto ao cais dos pescadores da Costa Nova, tendo sido localizado pelo mestre da draga que está a fazer dragagens naquela zona. O cadáver foi retirado da água e transportado para o Gabinete Médico-Legal de Aveiro.

O caso aconteceu no passado dia 12, por volta das 18h00. Um final de tarde trágico para três jovens amigos que aproveitavam as temperaturas amenas de um dia de primavera para irem a banhos, na praia da Barra. Acabaram por ser surpreendidos por um agueiro, entrando em dificuldades. Dois deles, um rapaz e uma rapariga, foram salvos por surfistas, mas o terceiro, um jovem de 20 anos, residente na Gafanha da Nazaré, viria a desaparecer. 

Para o local do acidente, junto ao paredão, foram mobilizados elementos da Polícia Marítima, Instituto de Socorros a Náufragos, Guarda Nacional Republicana, Bombeiros Voluntários de Ílhavo e INEM. Também foram ativados um helicóptero da Força Aérea e uma corveta da Marinha Portuguesa. 

A ocorrência registou-se numa altura em que as praias da região ainda não estão vigiadas, em virtude de a época balnear só arrancar oficialmente a 15 de junho, ajudando, assim, a relembrar os alertas da autoridade marítima. Todos os cuidados são poucos nestas alturas do ano em que não estão ainda disponíveis os meios para socorro a náufragos.

Segundo alerta da Autoridade Marítima Nacional (AMN), “os agueiros, ou correntes de retorno, são correntes geradas perpendicularmente ao longo de toda a costa portuguesa, por ação da ondulação e da topografia do fundo. Podem aparecer junto de molhes, afloramentos rochosos ou ao longo das praias (a intervalos regulares). Estas correntes podem ser muito fortes, arrastando o banhista, desprevenido, para zonas afastadas e mais profundas da praia”.

Conselhos? “O banhista deve sobretudo não entrar em pânico, nem tentar vencer a corrente. Deve pedir ajuda e nadar lateralmente até deixar de se sentir o efeito da corrente. Depois, deve tentar sair da água num local afastado desta corrente”, indica a AMN.

Atualizado a 19 de maio de 2020, às 10h30.
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