Depois de chumbada a proposta de subida do IMI, levada a Reunião de Câmara pelo Executivo do PSD, com votos contra do movimento independente Unir Para Fazer (UPF) e Partido Socialista (PS), os social-democratas afirmam que 3.202 agregados familiares de Ílhavo pagarão mais no próximo ano.
De acordo com o PSD, a proposta previa deduções no IMI para famílias com dependentes, reduções de 10% ou 20% para imóveis com Certificação Energética A ou A+, e isenção total por dois anos para habitações recuperadas e colocadas no mercado de arrendamento acessível.
Com a rejeição da proposta, o PSD afirma que tal resultará num «agravamento do IMI» para os referidos agregados familiares e «na perda dos benefícios propostos para famílias numerosas e economicamente mais vulneráveis».
Em comunicado, o PSD aponta «irresponsabilidade» à Oposição, bem como «amargura e ressentimento» por parte do UPF, que, com este voto contra, «colocam os mais pobres e vulneráveis a pagar mais IMI».
O PSD refere que «uma governação responsável obriga a que algumas vezes se tome medidas menos populares, mas essenciais para a sustentabilidade dos projetos». Em causa está um conjunto de obras apontadas como «essenciais» na área da Saúde, Educação e Habitação Social, «financiadas em 85% pelo PRR e o resto pelo Orçamento Camarário», que rondará os 11 milhões de euros, segundo o PSD.
No mesmo comunicado, o PSD acusa o UPF, que comandou os destinos do município nos últimos quatro anos, de «não ter acautelado o tal financiamento» e que daí surgiram «atrasos nas execuções das obras».
O PSD deixa ainda a hipótese de um «recurso à banca, de modo a não colocar em risco todos estes projetos».










